A vida após a aposentadoria: o que fazem 20 dos jogadores brasileiros após deixarem os gramados
Saiba quais caminhos alguns dos craques do futebol brasileiro seguiram após pendurarem as chuteiras Depois de anos brilhando nos gramados, alguns dos maiores ...
Saiba quais caminhos alguns dos craques do futebol brasileiro seguiram após pendurarem as chuteiras
Depois de anos brilhando nos gramados, alguns dos maiores jogadores brasileiros da história encontraram novos caminhos após a aposentadoria. Enquanto nomes como Ronaldo Fenômeno e Romário se aventuraram, respectivamente, no mundo dos negócios e na política, outros permaneceram ligados ao futebol em funções diferentes.
Zico, Roberto Carlos, Cafu e Taffarel, por exemplo, seguiram próximos do esporte, seja como embaixadores, comentaristas, gestores ou profissionais das comissões técnicas. Já Ronaldinho Gaúcho, Denilson e Vampeta encontraram espaço no entretenimento e na comunicação, aproveitando o carisma construído durante a carreira.
Há ainda quem tenha escolhido uma atuação mais voltada para causas sociais, como Raí, ou quem tenha construído uma trajetória longe dos holofotes. A seguir, relembre o que fazem ou fizeram 20 dos jogadores brasileiros depois de deixarem os gramados.
20) Marcelinho Carioca
Marcelinho Carioca. Foto: Fabio Giannelli/AGIFMarcelinho Carioca seguiu uma trajetória multifacetada após a aposentadoria, passando por áreas como política, comunicação e educação. Conhecido pela precisão nas cobranças de falta e pela personalidade forte, buscou ampliar sua formação ao cursar jornalismo. Essa experiência abriu espaço para participações na imprensa e também para sua atuação em mandatos e cargos administrativos.
A pós-carreira de Marcelinho também incluiu participações no entretenimento, envolvimento com a música e atuação no meio evangélico. Apesar das polêmicas que marcaram alguns momentos de sua vida pública, manteve forte ligação com o Corinthians, onde é considerado um dos maiores ídolos da história. Sua trajetória reflete a busca constante por novos espaços e desafios fora dos gramados.
19) Zinho

Zinho manteve-se ativo no futebol por meio da imprensa esportiva, atuando como comentarista em canais de televisão e plataformas digitais. Com uma visão tática equilibrada, participa de análises sobre o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e a Seleção Brasileira. Também acumulou experiências nos bastidores, trabalhando como executivo de futebol em clubes de expressão nacional.
A passagem pelos estúdios e pelas diretorias dá aos comentários de Zinho uma perspectiva ampla sobre o futebol. Além da análise do que acontece em campo, ele compreende os impactos financeiros e administrativos das decisões dos clubes. Com isso, construiu uma imagem de profissional ponderado e respeitado por jogadores, treinadores e dirigentes.
18) Mauro Silva

Mauro Silva migrou dos gramados para a gestão institucional do esporte, assumindo cargos de liderança na Federação Paulista de Futebol. O ex-volante campeão mundial passou a atuar em questões relacionadas à organização dos campeonatos, ao desenvolvimento dos clubes e à gestão do futebol paulista. Sua postura íntegra e discreta consolidou seu prestígio nos bastidores.
A transição de Mauro Silva para a administração esportiva reforçou a importância da participação de ex-atletas na gestão do futebol. Antes de assumir funções diretivas, buscou formação em gestão e administração esportiva para complementar a experiência adquirida nos gramados. Sua trajetória representa uma combinação entre conhecimento prático e preparação profissional.
17) Júnior

Júnior construiu uma trajetória de destaque tanto na imprensa esportiva quanto na música brasileira. Há décadas como comentarista, tornou-se conhecido pela leitura refinada do jogo e pelo estilo elegante nas transmissões. Fora da televisão, também atua como compositor, arranjador e cantor, mantendo uma ligação profunda com a MPB e, principalmente, com o samba.
A serenidade presente nas análises de Júnior também marca sua atuação artística. Longe das polêmicas e dos excessos comuns às mesas-redondas, ele sempre apostou em um jornalismo mais analítico e respeitoso. A combinação entre experiência no futebol, comunicação e sensibilidade artística fez dele uma das figuras mais singulares do esporte brasileiro.
16) Vampeta

Vampeta reinventou-se no universo da comunicação esportiva, com destaque em programas de rádio, televisão e podcasts. Conhecido pelas histórias de bastidores, irreverência e opiniões diretas, tornou-se uma figura importante do entretenimento ligado ao futebol no Brasil. Sua participação em debates esportivos conquistou diferentes públicos, mantendo a essência da boleiragem em seus comentários.
Além do sucesso nos microfones, Vampeta acumulou experiências administrativas em clubes do interior paulista, chegando a presidir o Audax e atuar em diretorias de futebol. Foi, porém, na mídia que encontrou seu principal espaço após os gramados, transformando suas tiradas em memes e marcas da cultura esportiva. Mesmo com o humor, conseguiu manter credibilidade em suas análises técnicas.
15) Adriano

Adriano Imperador mantém forte apelo popular e uma legião de fãs que atravessa clubes e gerações. O ex-atacante protagonizou campanhas publicitárias e teve sua história retratada em livros e produções audiovisuais. Sua ligação com as raízes na Vila Cruzeiro e a recusa em seguir os padrões tradicionais da fama fizeram dele um símbolo de identidade popular.
A trajetória de Adriano também alimentou debates sobre a pressão no esporte de alto rendimento e a saúde mental dos atletas. Mesmo levando uma vida mais reservada, continua presente em eventos e recebe demonstrações de carinho por onde passa. Mais do que um ex-jogador, tornou-se um ícone cultural associado à humanidade e à vulnerabilidade demonstradas sem filtros.
14) Marcos

Marcos transformou o carisma e a forte identificação com o Palmeiras em um fenômeno de engajamento digital e empresarial. O ex-goleiro administra empreendimentos comerciais no interior de São Paulo e mantém nas redes sociais o mesmo bom humor que marcou sua carreira. A interação com torcedores de diferentes clubes também fez dele uma das figuras mais queridas do futebol brasileiro.
A popularidade de São Marcos ultrapassa as rivalidades clubísticas graças à sua autenticidade e à recusa em adotar discursos ensaiados. Com uma grande base de seguidores, também fechou parcerias publicitárias com marcas de consumo. Sua pós-carreira tornou-se um exemplo de como o carisma e a identificação com o público podem ser grandes ativos para um ídolo.
13) Taffarel

Cláudio Taffarel direcionou sua carreira pós-aposentadoria para a preparação de goleiros profissionais. A experiência acumulada em Copas do Mundo o levou ao cargo de preparador de goleiros da Seleção Brasileira e, posteriormente, à comissão técnica do Liverpool. Sua atuação manteve-o ligado à elite do futebol internacional.
Com uma metodologia que combina rigor técnico e preparação emocional, Taffarel trabalha diretamente no desenvolvimento de goleiros de alto rendimento. Longe dos holofotes e das polêmicas televisivas, prefere concentrar-se no trabalho de campo. A postura discreta e a excelência profissional consolidaram sua reputação entre técnicos, dirigentes e jogadores.
12) Raí

Raí direcionou sua experiência esportiva e intelectual para a filantropia, a educação e o ativismo socioambiental. É cofundador da Fundação Gol de Letra, organização que utiliza esporte, cultura e educação para atender crianças e jovens em comunidades vulneráveis de São Paulo e do Rio de Janeiro. O trabalho à frente da instituição rendeu reconhecimento internacional e respeito entre educadores e gestores públicos.
Além da atuação filantrópica, Raí participa de debates sobre cidadania, sustentabilidade e direitos humanos. Sua presença é frequente em fóruns políticos e culturais, nos quais defende reformas estruturais e o papel transformador da cultura. Dessa forma, afastou-se do circuito tradicional do futebol televisivo para assumir uma atuação mais voltada às causas sociais.
11) Denilson

Denilson uniu o conhecimento adquirido nos gramados ao bom humor para se transformar em um dos destaques do entretenimento esportivo na televisão. Em programas de grande audiência, equilibra análises sobre o futebol brasileiro com brincadeiras e bordões que conquistaram o público. A transição dos campos para os estúdios mostrou sua versatilidade como comunicador.
A exposição televisiva também transformou Denilson em um dos rostos mais procurados por grandes marcas. Com forte presença nas redes sociais, mantém contato constante com milhões de seguidores e consolidou uma imagem baseada na alegria e na acessibilidade. Assim, tornou-se uma das figuras mais populares da televisão esportiva brasileira.
10) Caio Ribeiro

Caio Ribeiro tornou-se uma das principais referências das transmissões esportivas na televisão brasileira. Com passagens pelas maiores redes de TV aberta e fechada, construiu sua reputação pela leitura do jogo, imparcialidade e capacidade de comunicação. Também marcou gerações como comentarista oficial da franquia EA Sports FC, antigo FIFA, para o público brasileiro.
A credibilidade de Caio também abriu espaço no mercado publicitário, com campanhas para grandes marcas dos setores financeiro, automotivo e de bens de consumo. A capacidade de transitar entre o entretenimento das mesas-redondas e a análise técnica fez dele um dos nomes mais reconhecidos da comunicação esportiva. Fora dos holofotes, mantém uma vida familiar mais reservada.
9) Casagrande

Casagrande construiu uma trajetória marcante na crônica e na crítica esportiva brasileira. Como comentarista de televisão e colunista, foi além das análises táticas e passou a abordar questões comportamentais, sociais e éticas ligadas ao esporte. Sua franqueza transformou-o em uma das vozes mais respeitadas e debatidas da imprensa esportiva nacional.
Além da televisão e dos podcasts, Casagrande destacou-se como autor de livros autobiográficos nos quais relata sua luta contra a dependência química e o processo de reabilitação. As obras e palestras ampliaram sua atuação para além do futebol, tornando-o também uma referência em temas ligados à saúde mental e à superação. Ao longo da carreira, manteve uma postura independente diante de pressões corporativas e clubísticas.
8) Cafu

Cafu transformou a liderança conquistada como capitão do pentacampeonato mundial em uma carreira de destaque no circuito corporativo de palestras. Suas apresentações abordam temas como liderança, resiliência, superação e espírito de equipe, atraindo executivos de grandes empresas brasileiras e internacionais. Paralelamente, dedicou parte de seu tempo à Fundação Cafu, que atendia crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. No entanto, não está mais em atividade.
A respeitabilidade internacional também levou Cafu a atuar como embaixador da FIFA em sorteios de Copas do Mundo e eventos de desenvolvimento esportivo. Sua postura cordial e institucional garantiu trânsito entre federações, governos e grandes marcas. Assim, o ex-lateral conseguiu transformar a imagem de líder dos gramados em uma carreira marcada pelo engajamento social e pela atuação corporativa.
7) Roberto Carlos

Roberto Carlos construiu uma ligação permanente com o Real Madrid, clube onde se consagrou como um dos maiores laterais-esquerdos da história. Após a aposentadoria, passou a atuar como embaixador institucional e diretor de relações públicas do clube, representando o time em sorteios da Champions League, viagens internacionais e eventos corporativos.
Além da ligação com o gigante espanhol, Roberto Carlos também teve experiências como técnico e consultor de formação em equipes europeias. O ex-lateral ainda participou de programas de análise tática na Espanha, aproveitando sua facilidade de comunicação e carisma para aproximar o futebol sul-americano da elite europeia. Entre compromissos corporativos e partidas beneficentes, manteve-se ligado ao esporte.
6) Kaká

Kaká dedicou os anos após a aposentadoria à preparação para atuar nos campos da administração esportiva, gestão executiva e governança corporativa. Buscou formação em instituições voltadas aos negócios no esporte e estruturou uma transição para os bastidores da indústria. Sua imagem e boa comunicação também abriram espaço como consultor, embaixador de marcas de tecnologia e analista convidado de grandes redes de TV durante as Copas do Mundo.
Além do mercado corporativo, Kaká utiliza sua projeção para apoiar causas humanitárias, projetos educacionais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de jovens atletas. O ex-jogador transita entre fóruns econômicos, conselhos de administração e eventos institucionais da FIFA, sendo lembrado para possíveis cargos executivos no futuro. Sua trajetória pós-gramados combina experiência no futebol com uma visão voltada ao mercado global.
5) Rivaldo

Rivaldo direcionou sua pós-carreira para os investimentos imobiliários e a representação institucional de marcas europeias. Após construir uma trajetória marcante no futebol da Espanha e da Itália, passou a atuar como embaixador global do Barcelona, participando de ações de marketing, eventos e partidas comemorativas ao lado de outras lendas do clube.
Mais discreto na imprensa, o pernambucano construiu patrimônio com empreendimentos imobiliários e fundos comerciais no Brasil e nos Estados Unidos. Também acompanhou de perto a carreira do filho, Rivaldo Júnior, que seguiu os passos do pai no futebol profissional. A combinação entre discrição, estabilidade financeira e prestígio internacional marcou sua transição para a vida fora dos gramados.
4) Ronaldinho Gaúcho

Ronaldinho Gaúcho transformou seu carisma, talento e estilo irreverente em uma marca global ligada ao entretenimento, à música e ao marketing. O craque brasileiro passou a atuar como embaixador de grandes marcas, participar de partidas de exibição e marcar presença em festivais de música e cultura urbana. Também investiu em setores como vestuário e produções artísticas ligadas ao samba e ao funk, incluindo o projeto Tropa do Bruxo.
A presença digital do ex-jogador tornou-se outro fenômeno, com dezenas de milhões de seguidores acompanhando seu estilo de vida. Mesmo diante de controvérsias judiciais e administrativas, sua popularidade internacional permaneceu forte. Ronaldinho consolidou-se, assim, não apenas como ex-atleta, mas como uma marca associada à alegria, espontaneidade e brasilidade no cenário pop mundial.
3) Zico

Zico manteve-se como um dos maiores embaixadores e principal lenda viva da história do Flamengo, transcendendo gerações e fronteiras. O eterno camisa 10 expandiu sua influência por meio de clínicas de futebol, palestras sobre liderança e participações em grandes eventos da FIFA e da UEFA. Na era digital, também ganhou destaque com seu canal de entrevistas na internet, onde recebe nomes históricos e atuais do esporte para discutir bastidores e valores do futebol.
Além da atuação digital e das palestras, Zico acumulou experiências nos bastidores técnicos e diretivos do futebol internacional, com passagens por clubes e seleções asiáticas. Sua respeitabilidade faz com que projetos associados ao seu nome carreguem credibilidade e paixão pelo esporte. Entre Rio de Janeiro e Japão, onde é reverenciado, o Galinho segue como exemplo de longevidade e respeito entre torcedores de diferentes clubes.
2) Romário

Romário trocou os gramados pela política e construiu uma das trajetórias legislativas mais relevantes de um atleta no Brasil. Após encerrar a carreira, elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro e, posteriormente, chegou ao Senado. No Congresso, atuou em pautas como fiscalização de gastos públicos, combate à corrupção no esporte, defesa dos direitos sociais e inclusão de pessoas com deficiência. Sua atuação garantiu relevância nos debates nacionais.
Fora do Congresso, o Baixinho permaneceu ligado à gestão esportiva e à cultura carioca, assumindo a presidência do America-RJ para reestruturar o clube. Além disso, tornou-se uma das principais referências do futevôlei nacional, participando ativamente de torneios e eventos nas praias do Rio de Janeiro. Essa atuação multifacetada ajudou a preservar sua imagem pública, marcada pelo carisma e pela autenticidade desde os tempos de artilheiro.
1) Ronaldo Fenômeno

Ronaldo Fenômeno fez uma transição marcante para o mundo corporativo e da gestão esportiva, ampliando o papel do ex-jogador no cenário global. Após pendurar as chuteiras, consolidou sua marca empresarial ao adquirir participações majoritárias em clubes como Real Valladolid, na Espanha, e Cruzeiro, em Minas Gerais. Nos projetos, atuou na gestão executiva, com mudanças administrativas, reestruturação de dívidas e modernização da governança. Mesmo após deixar as operações acionárias, segue à frente de investimentos e campanhas para grandes marcas.
Paralelamente aos negócios, Ronaldo manteve forte ligação com a elite do futebol mundial por meio de ações institucionais e filantrópicas. Sua influência permitiu que transitasse entre fóruns econômicos, reuniões da FIFA e eventos de lendas do esporte. No agenciamento e marketing esportivo, também investe em entretenimento digital e transmissão de conteúdo, mantendo seu legado além das quatro linhas.