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Abel ironiza tática do Inter, mas modelo de Pezzolano expõe inteligência em reviravolta Colorada

Sequência contra gigantes expõe consistência e variação com linha de cinco. Muda o cenário no Brasileirão, mas novo teste exigirá postura ofensiva do In...

Abel ironiza tática do Inter, mas modelo de Pezzolano expõe inteligência em reviravolta Colorada
Abel ironiza tática do Inter, mas modelo de Pezzolano expõe inteligência em reviravolta Colorada (Foto: Reprodução)

Sequência contra gigantes expõe consistência e variação com linha de cinco. Muda o cenário no Brasileirão, mas novo teste exigirá postura ofensiva do Inter

Com empates diante de Flamengo e Palmeiras, o Internacional fechou uma sequência difícil no Brasileirão com saldo positivo, deixando a zona de rebaixamento. A reabilitação renovou a confiança do elenco e transformou o esquema tático de Paulo Pezzolano no principal debate do clube.

Ao classificar a postura do Inter como um mero “ônibus estacionado” após o empate sem gols na casa do Palmeiras, Abel Ferreira pecou pela superficialidade. A declaração do técnico adversário reduz injustamente a complexidade do modelo defensivo que Pezzolano vem consolidando.

“Uma parte é da responsabilidade e mérito do nosso adversário e a outra é falta de inspiração nossa. Na Inglaterra usam um termo, mas eu não quero utilizar aqui. Mas foi isso que o adversário fez. Foi estacionar o ônibus à frente do gol e esperar pelas transições”, disparou o técnico do Clube Paulista.

Estratégia vai muito além do “ônibus estacionado”

A virada de postura do Inter no primeiro semestre transformou a equipe em um time reativo, cuja prioridade virou a compactação defensiva, o rigor tático e o pragmatismo contra diferentes adversários.

O grande trunfo deste novo Inter é a capacidade de alternar posturas sem comprometer sua consistência defensiva. A equipe cede a posse de bola ao adversário, mas compensa fechando espaços e anulando as principais armas do rival. O ponto de partida nos últimos compromissos foi a linha com cinco defensores, montada de forma adaptável a cada desafio. Para Cristiano Munari, comentarista da Rádio Gaúcha, é justamente essa versatilidade tática que explica a evolução recente do time.

“Esses últimos jogos de sucesso defensivo do Inter têm como base uma primeira linha de cinco. Bruno Gomes vira terceiro zagueiro e Vitinho ala para dar sustentação aos outros zagueiros com poucos metros atrás deles”, explicou o jornalista, em entrevista ao Globo Esporte.

Desafios táticos que precisam ser encarados

O próximo passo é manter a eficiência quando o roteiro mudar. Se a defesa funcionou contra times que atacam muito, a história é outra quando o Inter precisar ter a bola, propor o jogo e se expor no ataque. É aí que o novo modelo será realmente testado: “O desafio para o Inter vai ser manter a organização defensiva em partidas que precisará atacar mais. Deixar a atual defesa com muitos metros de campo atrás pode gerar problemas”, completou Munari.