Análise: Marcelo Teixeira defende a sua gestão no Santos e rebate críticas, mas deve explicações à torcida
Presidente termina a sua gestão em dezembro e publicou vídeo para defender o planejamento feito pela diretoria Marcelo Teixeira está em seu terceiro mandato...
Presidente termina a sua gestão em dezembro e publicou vídeo para defender o planejamento feito pela diretoria
Marcelo Teixeira está em seu terceiro mandato no Santos e a gestão termina em dezembro. Isso porque tem eleição para presidente para o próximo triênio (início de 2025 até 2027) no fim do ano e o dirigente de 62 anos não confirmou se vai tentar reeleição. Apesar disso, ele dá indícios de que pode ser candidato e saiu em defesa do planejamento do clube em vídeo no Instagram.
Dirigente rebate críticas
“É muito mais fácil dizer que a gestão não está sendo boa. Difícil é assumir a responsabilidade e enfrentar problemas que o Santos carrega há muitos anos. Quando nós assumimos, encontramos o clube com uma dívida enorme. Problemas financeiros, contratos, questões administrativas e muitos desafios que não começaram agora. E nós não estamos escondendo nenhum deles”, iniciou Marcelo Teixeira.
“Sobre funcionários, é preciso colocar números em contexto. O Santos de hoje tem uma estrutura muito maior e mais complexa do que tinha anos atrás. Sobre futebol, contratação faz parte de gestão esportiva. Existem chegadas, saídas, empréstimo de diferentes projetos. Evidentemente, toda decisão deve ser analisada dentro de uma realidade financeira do Santos”, diz o dirigente no vídeo.
“Agora uma coisa é fundamental, não existe uma solução mágica para uma dívida construída ao longo de muitos anos. Nosso trabalho é aumentar receita, reduzir desequilíbrios, recuperar o patrimônio e criar novas fontes de arrecadação. E eu não acredito em salvador da pátria. O Santos não precisa de alguém que promete salvar o clube. Precisa de gestão e planejamento”, afirmou.
“Eu respeito a crítica, mas que ela vem acompanhada de fatos e de contextos”, destacou Marcelo Teixeira na rede social. O presidente do Santos sofre muitas críticas de torcedores e oponentes políticos pelo aumento da dívida que saltou para R$ 1,2 bilhão.
Andrés Rueda entregou o clube com uma dívida de R$ 600 milhões e o time rebaixado para a Série B, um cenário muito complicado para Marcelo Teixeira que assumiu a presidência em janeiro de 2024. O clube paulista disputou apenas a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e o Paulistão, e teve uma queda de receitas.
Isso podemos ver nos balanços financeiros do clube. O Alvinegro Praiano com direitos de TV e publicidade arrecadou em 2024 apenas R$ 55 milhões e no ano seguinte, com o retorno à Série A, os valores chegaram em R$ 249 milhões. Claro que a contratação de Neymar impulsionou as receitas, mas esses números mostram que os problemas financeiros que a atual gestão teve que enfrentar são difíceis.
O presidente do Santos teve o mérito, inclusive, de conseguir bons resultados esportivos no primeiro ano: vice-campeão paulista e campeão da Série B. Além disso, ele tem o mérito inegável de ter conseguido trazer nomes badalados como Neymar e Gabigol.
Mas também é verdade que a gestão esportiva cometeu muitos erros: o Peixe trouxe vários jogadores experientes, a um custo alto, que não renderam em campo e não estão mais no clube. Patrick, Billy Arce, Mayke, Zé Rafael, Tiquinho Soares, Billal Brahimi, Leonardo Godoy, Alexis Duarte, Adonos Frias, Lautaro Díaz e Caballero foram algumas contratações equívocadas da gestão.
Aumento alto da dívida exige explicações
Nenhum torcedor do Santos pode cobrar títulos em um momento crítico da história do clube. Mas, em 2025, o Alvinegro Praiano brigou até as rodadas finais contra o rebaixamento no Brasileirão e essas contratações equivocadas explicam a campanha ruim no ano passado.
No entanto, o principal: Marcelo Teixeira dobrou a dívida do Peixe e o futuro é preocupante. Ele deve explicações aos torcedores. Para uma diretoria que fala muito em planejamento e profissionalismo, não dá para aceitar dar calote nos outros clubes e demais profissionais.
Nesta semana, o Alvinegro Praiano sofreu transfer ban por dívida com Pedro Caixinha e os seus auxiliares. Há também débito com clubes como Cuiabá, Spartak de Moscou, da Rússia, e León, do México. Mais punições na FIFA podem acontecer por conta disso. Atualmente, o clube está proibido de registrar jogadores.
É muito fácil falar dos erros da gestão, solucionar os problemas que é difícil. Isso eu concordo. Mas Marcelo Teixeira foi eleito pelos sócios para melhorar o clube. Os candidatos à eleição no Peixe são muito críticos da atual gestão e José Renato Quaresma, ex-diretor da base, detonou a diretoria em entrevista ao Bolavip Brasil.
Entendo que a diretoria atual cometeu mais erros que acertos, mas o Bolavip Brasil abre espaço para Marcelo e os seus pares debaterem o futuro do Santos. O torcedor merece entender melhor o que fez o clube a chegar a uma dívida de R$ 1,2 bilhão.
Fonte da Reprodução:
https://br.bolavip.com/santos/marcelo-teixeira-gestao-santos-rebate-criticas