Ancelotti define estratégia para usar Neymar no mata-mata da Copa do Mundo
Camisa 10 da Seleção Brasileira pouco atuou na Copa, porém, com a chegada da fase eliminatória, Carletto já sabe como vai acionar Neymar Neymar quase parti...
Camisa 10 da Seleção Brasileira pouco atuou na Copa, porém, com a chegada da fase eliminatória, Carletto já sabe como vai acionar Neymar
Neymar quase participou do triunfo brasileiro por 2 a 1 sobre o Japão em Houston. De acordo com o técnico Carlo Ancelotti, o camisa 10 seria acionado na etapa final e, posteriormente, na prorrogação. No entanto, como a Seleção Brasileira conseguiu buscar o resultado, ele foi poupado no banco. O planejamento para a sequência do Mundial é claro: acionar o atacante apenas em minutos decisivos, quando a equipe realmente precisar.
De acordo com apuração do UOL, a comissão técnica avalia que, atualmente, Neymar tem condições de atuar em alta intensidade por cerca de 30 minutos. Essa minutagem, no entanto, tende a ser ampliada de forma gradual ao longo do torneio, dependendo diretamente da evolução física e da resposta do camisa 10 nos treinos e jogos da Copa do Mundo.
No entanto, a inclusão do craque no time exige uma importante engrenagem tática. Atualmente, a comissão técnica enxerga Neymar exclusivamente como uma alternativa para o setor central do ataque. Além disso, o planejamento prevê que ele atue livre de funções defensivas, focado apenas na criação e definição das jogadas.
Essa estratégia, contudo, contrasta com o modelo habitual de Carlo Ancelotti. No sistema do treinador, os homens de referência no ataque, como Matheus Cunha, Igor Thiago ou Endrick, desempenham papéis defensivos fundamentais, uma dinâmica desenhada justamente para dar total liberdade e potencializar Vinicius Júnior. Integrar o camisa 10 exige uma alteração profunda na estrutura tática, algo que não foi testado de forma adequada durante o período de preparação.
Neymar é carta na manga de Carletto
Diante disso, acionar Neymar virou um recurso para cenários específicos: momentos em que a seleção precise abdicar do equilíbrio defensivo em busca de um lampejo de genialidade na frente, ou seja, quando estiver atrás no placar. Foi exatamente esse o cenário contra o Japão. O camisa 10 entraria por volta dos 20 minutos da etapa final, mas Ancelotti recuou após o gol de empate brasileiro. Ao notar que a equipe se mantinha agressiva, criando chances e sem sofrer riscos na defesa, o técnico preferiu segurar a alteração.
Na prática, Neymar vira uma cartada para quando o time estiver buscando o resultado e precisar sacrificar a defesa pela genialidade no ataque. Contra o Japão, ele entraria aos 20 minutos da segunda etapa, mas o gol de empate mudou os planos. Vendo que a seleção continuava dominante na frente e segura atrás, Ancelotti preferiu manter a estrutura.
Estratégia traçada contra a Noruega
Para o próximo duelo contra a Noruega, o planejamento deve ser mantido. Neymar segue visto como um trunfo importante, mas, devido ao período de recuperação da lesão e ao tempo dedicado à sua preparação física, sua entrada em campo continuará condicionada a cenários específicos do jogo. O Brasil enfrenta a seleção norueguesa neste domingo, às 17h (horário de Brasília), no Metlife Stadium, em Nova Jersey.
Vai apostar neste jogo? Dá pra usar o @Playbook no X para montar seu bilhete em segundos. Basta marcar o bot embaixo de qualquer publicação com um palpite — em texto ou em print — e ele devolve o link do bilhete pronto para confirmar no app da Betano, bet365 ou Sportingbet.