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Apenas duas mulheres comandam equipes no Brasileirão Feminino A1 em 2026

Levantamento mostra que apenas Fabi Guedes, do Atlético-MG, e Rosana Augusto, do Palmeiras, comandam equipes no Brasileirão Feminino Celebrado em 14 de janei...

Apenas duas mulheres comandam equipes no Brasileirão Feminino A1 em 2026
Apenas duas mulheres comandam equipes no Brasileirão Feminino A1 em 2026 (Foto: Reprodução)

Levantamento mostra que apenas Fabi Guedes, do Atlético-MG, e Rosana Augusto, do Palmeiras, comandam equipes no Brasileirão Feminino

Celebrado em 14 de janeiro, o Dia do Treinador serve como ponto de reflexão sobre quem ocupa os cargos de comando no futebol feminino brasileiro. Na elite do Brasileirão Feminino, o retrato atual revela uma presença feminina ainda minoritária à frente das equipes. Apesar do crescimento da modalidade, os cargos de treinadora seguem concentrados majoritariamente entre homens. O levantamento considera os nomes anunciados até o momento. Não há confirmação de que todos permanecerão ao longo da temporada.

Atualmente, o Brasileirão Feminino conta com 18 equipes na Série A. Deste total, apenas duas são comandadas por mulheres, enquanto 16 têm treinadores homens. Os dados refletem a configuração vigente no início da temporada. O cenário evidencia um desequilíbrio de gênero nos cargos de liderança técnica. A presença feminina, embora simbólica, ainda é pontual na principal competição nacional.

Uma das duas treinadoras da elite é Fabi Guedes, que está à frente do Atlético-MG. A profissional integra o seleto grupo de mulheres no comando técnico da Série A. Sua presença representa um avanço em meio a um contexto historicamente masculino. O trabalho desenvolvido no clube mineiro coloca Fabi como referência dentro da competição. Ela é uma das exceções no atual panorama do Brasileirão Feminino.

Lucas Piccinato, técnico do Corinthians. Foto: Anderson Romão/AGIF

Maioria masculina domina os bancos de reservas

A outra mulher no comando técnico da elite é Rosana Augusto, treinadora do Palmeiras. Ícone histórico do futebol feminino brasileiro como atleta, Rosana ocupa hoje um dos cargos mais relevantes da modalidade. No clube paulista, ela representa a continuidade da presença feminina em posições estratégicas. Sua atuação reforça a importância de trajetórias que transitam do campo para a área técnica. Ainda assim, casos como o dela seguem raros.

Os outros 16 clubes da Série A são comandados por treinadores homens. América-MG, Bahia, Botafogo, Red Bull Bragantino, Corinthians, Cruzeiro e Ferroviária estão entre as equipes com técnicos masculinos. Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventude e Santos seguem o mesmo padrão. São Paulo, Vitória e Mixto completam a lista. O domínio masculino no comando técnico é amplo e consistente.

O cenário atual do Brasileirão Feminino reflete uma estrutura histórica que limita o acesso de mulheres a cargos de liderança técnica. Mesmo com o crescimento da modalidade, a transição de ex-atletas para funções de treinadora ainda enfrenta barreiras. A discrepância nos números evidencia a falta de oportunidades em alto nível. O dado chama atenção especialmente por se tratar da principal competição do país. O debate sobre diversidade ganha força a partir desses números.

Presença simbólica e desafios futuros

A presença de Fabi Guedes e Rosana Augusto simboliza resistência e avanço dentro do futebol feminino brasileiro. No entanto, os números mostram que a igualdade ainda está distante. O Dia do Treinador reforça a necessidade de discutir formação, acesso e permanência de mulheres nesses cargos. A elite do Brasileirão segue como reflexo desse desafio estrutural. O tema permanece central para o futuro da modalidade no país.