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Bastidores quentes marcaram queda de Roger Machado no São Paulo

Discussões entre lideranças, cobrança interna e pressão direta do Morumbi aceleraram decisão pela saída do treinador A demissão de Roger Machado no São ...

Bastidores quentes marcaram queda de Roger Machado no São Paulo
Bastidores quentes marcaram queda de Roger Machado no São Paulo (Foto: Reprodução)

Discussões entre lideranças, cobrança interna e pressão direta do Morumbi aceleraram decisão pela saída do treinador

A demissão de Roger Machado no São Paulo foi cercada por um ambiente extremamente quente nos bastidores após a eliminação para o Juventude na Copa do Brasil, segundo soube o Bolavip Brasil. O clima no vestiário ficou pesado ainda durante a partida e explodiu de vez depois do terceiro gol sofrido pelo Tricolor em Caxias do Sul. Lideranças do elenco estavam irritadas com o momento da equipe e houve cobranças fortes entre jogadores logo após o apito final, em um cenário tratado internamente como inevitável diante da sequência ruim e da pressão crescente sobre o trabalho da comissão técnica.

Segundo a apuração, o vestiário teve discussões intensas envolvendo atletas experientes, jogadores mais jovens e membros da direção presentes na delegação. Pessoas que estavam no ambiente relataram um cenário de forte tensão, com cobranças relacionadas tanto ao desempenho no jogo quanto ao momento geral vivido pelo clube na temporada. Apesar do tom elevado, a avaliação interna foi de que as discussões aconteceram justamente porque o elenco ainda entendia que precisava reagir rapidamente para tentar salvar a temporada.

O ambiente ficou ainda mais pesado quando chegou a informação vinda diretamente do Morumbi de que Roger Machado não permaneceria no cargo. Após o terceiro gol do Juventude, aliados próximos do presidente Harry Massis começaram a defender de maneira enfática a troca imediata no comando técnico. A pressão aumentou rapidamente nos corredores do clube, principalmente porque Massis já vinha sendo bastante cobrado internamente após o áudio vazado em que afirmava que não pretendia demitir Roger por questões financeiras.

Pressão do Morumbi definiu saída

Nos bastidores, a avaliação foi de que Harry Massis acabou ficando refém das próprias declarações recentes. O presidente havia bancado publicamente a permanência de Roger Machado e defendido o treinador mesmo diante da pressão externa, mas a eliminação acabou tornando o cenário insustentável politicamente. Internamente, o entendimento foi de que, depois da queda na Copa do Brasil, não existia mais margem para sustentação do trabalho.

A ordem para a demissão partiu diretamente do Morumbi para os dirigentes que estavam em Caxias do Sul. A comunicação foi feita ainda no estádio, pouco depois do encerramento da partida. A partir daí, o ambiente no vestiário mudou completamente e a confirmação da saída do treinador gerou um impacto imediato entre jogadores, comissão técnica e funcionários presentes na delegação.

Mesmo com a forte relação criada entre Roger Machado e o elenco, a maior parte dos jogadores entendeu a decisão da diretoria. A avaliação interna era de que o treinador já vinha extremamente pressionado e trabalhava diariamente sob risco de demissão. Pessoas presentes no vestiário afirmaram que o próprio Roger percebeu rapidamente o cenário e iniciou suas despedidas ainda antes do anúncio oficial do clube.

Roger se despediu ainda em Caxias

Roger Machado se despediu dos jogadores cerca de uma hora após o fim da partida. O treinador agradeceu ao elenco, conversou rapidamente com membros da comissão técnica e encerrou sua passagem pelo São Paulo ainda em Caxias do Sul. Como estava no Rio Grande do Sul, o técnico sequer retornou com a delegação para São Paulo.

O anúncio oficial da demissão aconteceu já durante a madrugada, mas internamente a decisão estava sacramentada muito antes da publicação do comunicado oficial. A partir daí, o São Paulo acelerou os movimentos no mercado e definiu Dorival Júnior como prioridade absoluta para assumir o comando técnico da equipe.