cover
Tocando Agora:

Ceará projeta acesso e reforça estrutura para disputa da Série A2

Com orçamento ampliado e estrutura mantida, o Ceará inicia a Série A2 mirando o acesso; técnico detalha objetivos, elenco e planejamento O futebol feminino...

Ceará projeta acesso e reforça estrutura para disputa da Série A2
Ceará projeta acesso e reforça estrutura para disputa da Série A2 (Foto: Reprodução)

Com orçamento ampliado e estrutura mantida, o Ceará inicia a Série A2 mirando o acesso; técnico detalha objetivos, elenco e planejamento

O futebol feminino do Ceará inicia 2026 em um cenário diferente do previsto. A equipe estava preparada para disputar a Série A3, mas a desistência do Avaí/Kindermann abriu espaço para o convite à Série A2 do Campeonato Brasileiro Série A2. Após uma das melhores campanhas da terceira divisão na última temporada, o Vozão confirmou presença na nova categoria. A mudança elevou o nível de exigência e redefiniu o planejamento traçado para o ano. Internamente, o entendimento é de que a oportunidade premia o desempenho recente.

Em entrevista exclusiva ao Lance!, o técnico Erivelton Viana destacou que o convite não foi tratado como acaso. “No ano passado ficamos entre as melhores equipes da competição e saímos diante do Atlético Piauiense, que foi o campeão. Entendo essa vaga como reconhecimento pelo que apresentamos”, afirmou. A avaliação reforça a leitura de continuidade do trabalho iniciado na temporada anterior. O treinador relembra a campanha sólida, mesmo com a eliminação no mata-mata. Para ele, a presença na A2 valida o processo construído.

O investimento destinado à modalidade em 2026 será de R$ 1.268.266,67, valor superior ao da última temporada. A ampliação ocorre mesmo após o rebaixamento do time masculino para a Série B, fator que impactou o orçamento geral do clube. Ainda assim, o departamento feminino foi mantido e preservado dentro do planejamento estratégico. A diretoria optou por não reduzir a estrutura da equipe. O entendimento é de que a modalidade faz parte do projeto institucional.

Jogadora do Ceará. Foto: Divulgação/Ceará

Estrutura e logística como desafios da competição

A preparação das atletas acontece na Universidade de Fortaleza, a Unifor, considerada diferencial competitivo pela comissão técnica. Parte dos profissionais trabalha com Erivelton desde o título da A2 em 2022, o que, segundo ele, garante padrão metodológico. A continuidade da equipe técnica fortalece a identidade do trabalho. O treinador acredita que a confiança no processo é elemento essencial para competir em alto nível. A estrutura física é tratada como um dos pilares do projeto.

Os jogos da Série A2 devem ocorrer no CT em Itaitinga, com possibilidade pontual de utilização do Estádio Presidente Vargas. A distância da capital é apontada como desafio para ampliar a presença de público. O treinador reconhece o peso do apoio nas arquibancadas e relembra o papel da torcida na conquista de 2022. “O torcedor do Ceará é apaixonado, todas as vezes que a gente convocou, ele apareceu. É o nosso 12º jogador”, enalteceu. A mobilização externa é considerada fator estratégico na caminhada.

Sem base feminina nesta temporada, o clube optou por integrar jovens diretamente ao elenco principal. A proposta é acelerar o desenvolvimento sem abrir mão da competitividade na divisão. “Optamos por não ter sub-20 neste ano e integrar jovens direto ao elenco principal. Queremos acelerar o desenvolvimento delas sem perder competitividade”, explicou o treinador. A estratégia busca equilíbrio entre formação e resultado imediato. A mescla de juventude e experiência é vista como caminho possível dentro das limitações orçamentárias.

Modelo de jogo flexível e calendário definido

A estreia do Ceará será contra o Itabirito, no dia 14 de março, às 15h, na Usina Esperança, em Itabirito (MG). Ao longo da primeira fase, a equipe enfrentará adversários como Paysandu, Taubaté, Atlético Piauiense, Pérolas Negras, Doce Mel, UDA, Ação, Instituto 3B, Atlético Rio Negro, Itacoatiara, Vasco, Minas Brasília, Vila Nova e Sport. O calendário se estende até agosto, encerrando a fase classificatória. O planejamento prevê foco em regularidade e pontuação consistente. A construção do acesso será gradual, rodada a rodada.