Corinthians deve adotar saída curta e pressão alta com chegada de Fernando Diniz
Com um calendário cheio em 2026, o Corinthians precisará equilibrar o modelo de jogo para evitar desgaste e oscilações ao longo da temporada Como antecipado...
Com um calendário cheio em 2026, o Corinthians precisará equilibrar o modelo de jogo para evitar desgaste e oscilações ao longo da temporada
Como antecipado mais cedo, Fernando Diniz era um dos nomes mais cotados para assumir o Corinthians após a demissão de Dorival Júnior. O Timão agiu rápido no mercado e acertou a contratação do técnico ex-Vasco, segundo apuração do jornalista André Rizek. A negociação foi rápida e pegou muitos torcedores de surpresa.
Agora, a principal dúvida é como a equipe irá se comportar em campo, já que Fernando Diniz aposta em um estilo de jogo baseado na posse de bola, troca de passes e pressão alta, algo bem diferente do que vinha sendo apresentado anteriormente.
O chamado “dinizismo” é caracterizado pela saída curta desde a defesa, aproximação constante entre os jogadores e liberdade criativa no ataque. Esse modelo exige organização, confiança e muita movimentação dentro de campo.
Jogadores podem se beneficiar com o estilo de Diniz
No elenco atual do Corinthians, alguns jogadores podem se beneficiar diretamente desse estilo. André e Breno Bidon surgem como peças importantes na construção das jogadas, além de Rodrigo Garro e André Carrillo, que podem ser fundamentais na articulação ofensiva.
Na defesa, nomes como Gabriel Paulista e Gustavo Henrique terão maior responsabilidade com a bola nos pés. Já o goleiro Hugo Souza, que apresenta dificuldades nesse aspecto, precisará evoluir para se adaptar ao novo modelo.
No setor ofensivo, Memphis Depay e Yuri Alberto podem ganhar ainda mais protagonismo, já que o sistema de Fernando Diniz valoriza a técnica e a criatividade dos jogadores no último terço do campo. Jovem jogadores como Dieguinho e Kayke podem ser potencializados.
Estilo do técnico oferece riscos
Dorival Jr. foi demitido após derrota para o Internacional. Foto: Marcello Zambrana/AGIFPor outro lado, o estilo também traz riscos. A insistência na saída curta pode gerar erros perigosos, além de dificuldades na recomposição defensiva. Com um calendário cheio em 2026, onde disputará a Libertadores, o Corinthians precisará equilibrar o modelo de jogo para evitar desgaste e oscilações ao longo da temporada.