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Corinthians negocia até R$ 70 milhões com a Fever, mas enfrenta risco de disputa judicial

Proposta prevê entrada inicial de R$ 50 milhões e possível valor adicional; contratos com a OneFan ainda dificultam a mudança O Corinthians negocia um acor...

Corinthians negocia até R$ 70 milhões com a Fever, mas enfrenta risco de disputa judicial
Corinthians negocia até R$ 70 milhões com a Fever, mas enfrenta risco de disputa judicial (Foto: Reprodução)

Proposta prevê entrada inicial de R$ 50 milhões e possível valor adicional; contratos com a OneFan ainda dificultam a mudança

O Corinthians negocia um acordo comercial com a Fever que pode movimentar até R$ 70 milhões. A proposta envolve serviços de ingressos, o programa Fiel Torcedor e outras atividades ligadas à Neo Química Arena. Entretanto, a operação ainda enfrenta uma avaliação jurídica.

Segundo o UOL, em reportagem publicada em 1º de novembro, o departamento jurídico analisava o memorando de entendimento antes de uma decisão do presidente Osmar Stabile. O ge informou, no dia 2, que a troca da prestadora poderia provocar uma disputa judicial. As cifras e a conclusão do negócio ainda dependem de etapas contratuais.

De onde vêm os R$ 70 milhões oferecidos ao Corinthians?

A primeira parcela prevista é de R$ 50 milhões, composta por luvas, patrocínio antecipado e adiantamentos vinculados aos futuros serviços. Outros R$ 20 milhões poderiam ser disponibilizados após a assinatura do contrato definitivo, segundo a apuração do UOL.

Portanto, não se trata de R$ 70 milhões já depositados, nem de uma receita livre de obrigações. Parte dos valores antecipados teria de ser compensada ao longo da execução do acordo.

Há outra condição relevante: caso o clube receba os primeiros R$ 50 milhões e o contrato definitivo não seja assinado, o dinheiro deverá ser devolvido com acréscimo de 10%, conforme as informações divulgadas por UOL e ge.

O que a Fever assumiria no lugar da OneFan?

A Fever pretende operar a venda de ingressos, o Fiel Torcedor e o aplicativo do programa. A gestão do acesso à arena também pode entrar na negociação, mas hoje está com a Ligatech.

O Corinthians considera que a proposta oferece condições financeiras mais vantajosas. O UOL afirma que a remuneração pretendida pela Fever sobre a bilheteria seria inferior aos 6% cobrados pela OneFan.

Por que a negociação pode terminar na Justiça?

A OneFan mantém contratos vigentes com o clube e sustenta que sua exclusividade vai até 2032. A empresa contesta as críticas à qualidade do serviço e afirma que uma rescisão unilateral exigiria aviso prévio e pagamentos contratuais.

As estimativas de eventual multa não são idênticas: o ge menciona cerca de R$ 30 milhões, conforme avaliação da prestadora; o UOL aponta aproximadamente R$ 40 milhões para o conjunto dos contratos. Não há valor definitivo confirmado por decisão judicial.

A diretoria corintiana, por sua vez, entende possuir fundamentos para questionar cobranças e discutir uma saída negociada. O eventual rompimento ainda não estava formalmente concluído nas informações verificadas.

Por que o clube tem pressa para fechar o negócio?

O ge relaciona a busca por recursos a pendências financeiras, incluindo atrasos nos direitos de imagem do elenco masculino. A intenção da direção seria obter caixa antecipadamente, mesmo antes da formalização do contrato definitivo.

O próximo passo depende do exame jurídico e da decisão de Stabile. Até lá, a quantia anunciada deve ser tratada como potencial contratual, não como receita assegurada ao Corinthians.