Cruzeiro perde acordo com Governo de MG e vê patrocínio de R$ 15 milhões ser barrado
Além da Raposa, os rivais Atlético-MG e América-MG também perderam os acordos O Cruzeiro recebeu uma notícia negativa em relação à sua situação finan...
Além da Raposa, os rivais Atlético-MG e América-MG também perderam os acordos
O Cruzeiro recebeu uma notícia negativa em relação à sua situação financeira para o restante da temporada. Um acordo que o clube havia estabelecido com o Governo de Minas Gerais para receber um repasse referente ao patrocínio de duas empresas estatais acabou sendo barrado, e o time celeste não receberá mais essa quantia.
Acordo entre Cruzeiro e Governo de MG é barrado
O Governo de Minas Gerais havia firmado um acordo com os três grandes clubes da capital mineira: Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG, para realizar um repasse total de R$ 32 milhões às equipes. A medida foi discutida após a MP das Bets, que barrou o patrocínio de empresas desse ramo a clubes do futebol brasileiro. Com isso, os times acabaram perdendo contratos com empresas de apostas esportivas.
Diante desse cenário, o governo estadual firmou um acordo de patrocínio por meio de duas de suas empresas estatais para realizar os repasses aos três principais clubes de Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético-MG receberiam R$ 15 milhões cada, enquanto o América-MG ficaria com a quantia de R$ 2 milhões.
Porém, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) barrou o acordo e impediu que os valores fossem repassados aos três clubes da capital. Com isso, as equipes não receberão mais essa quantia, ao menos por enquanto, a menos que haja alguma mudança na decisão.
Pronunciamentos sobre cancelamento do acordo
Vale destacar que a medida havia sido adotada pela atual gestão do Governo de Minas Gerais, que entregará o mandato no fim deste ano. O Tribunal de Contas tomou essa decisão após um pedido do governador eleito, que assumirá o cargo a partir do ano que vem.
“Nesse contexto, os elementos presentes nos autos apontam, em análise preliminar, para a existência de substancial divergência entre a finalidade legal do contrato de patrocínio, voltada ao fortalecimento da marca e à promoção dos interesses empresariais da estatal, e a finalidade publicamente atribuída à iniciativa, consistente na recomposição das receitas dos clubes de futebol afetados pelas recentes alterações legislativas atinentes às apostas esportivas“, relatou o texto.
Cleitinho já havia questionado a decisão de utilizar dinheiro dos cofres públicos estaduais para patrocinar os clubes de futebol. Após ser eleito, ele teria apresentado um pedido para que o aporte financeiro destinado às três equipes da capital fosse barrado.
Um trecho da decisão, divulgado nesta quarta-feira pelo portal UOL, apresenta os motivos apontados pelo relator que levaram o TCE-MG a proibir o acordo que havia sido firmado pelo Poder Executivo de Minas Gerais.
O futuro governador, Cleitinho, comemorou a decisão e celebrou o fato de ter conseguido impedir que o dinheiro dos cofres públicos estaduais fosse repassado às equipes de futebol.
“A gente está passando agora pela transição, a gente está vendo o próprio governo dizendo que a partir de janeiro pode não ter dinheiro para pagar um servidores, que está faltando merenda nas escolas. Quer dizer, eles mesmo estão dizendo que o Estado está quebrado“, declarou o político.
“Eu não posso aceitar, como governador, pegar mais de R$ 30 milhões da Cemig e da Codemig e colocar agora em time de futebol. Todo mundo sabe do amor que eu tenho pelo futebol, só que a gente tem outras prioridades e eu tenho certeza que o torcedor vai me apoiar e todo o povo minero“, encerrou.