Decepções no futebol brasileiro: relembre as 20 piores contratações nos últimos 10 anos
Saiba quais são os 20 jogadores que, mesmo com grandes expectativas, decepcionaram nos clubes e não deixaram saudades Na última década, o futebol brasileir...
Saiba quais são os 20 jogadores que, mesmo com grandes expectativas, decepcionaram nos clubes e não deixaram saudades
Na última década, o futebol brasileiro acumulou exemplos de contratações que chegaram cercadas de expectativa, mas não entregaram o retorno esperado. Nomes conhecidos, altos investimentos e promessas de protagonismo acabaram se traduzindo em baixo rendimento e frustração dentro de campo.
Diante desse cenário, o Bolavip Brasil reuniu as 20 contratações mais decepcionantes do futebol nacional nos últimos anos. A lista relembra casos marcantes de jogadores que, mesmo com currículo e potencial, ficaram muito aquém do que se esperava.
20 – Clayton (Atlético-MG)
Clayton. Foto: Andre Yanckous/AGIFContratado em 2016 junto ao Figueirense após uma disputa entre grandes clubes brasileiros, Clayton chegou ao Atlético-MG cercado de enorme expectativa por ser uma das maiores promessas de sua geração. O clube mineiro investiu uma quantia significativa para contar com o jovem atacante, apostando em sua velocidade, drible e faro de gol para fortalecer o setor ofensivo. No entanto, o encaixe em campo nunca aconteceu como o planejado: o jogador sofreu com a forte concorrência no elenco atleticano, teve dificuldades para se firmar sob o comando dos técnicos da época e viu sua confiança desabar à medida que os gols demoravam a sair.
A passagem pela Cidade do Galo acabou se transformando em uma sucessão de empréstimos para outras equipes do futebol brasileiro, sem que ele conseguisse recuperar o protagonismo que o destacara em Santa Catarina. O alto investimento financeiro feito pela diretoria alvinegra nunca encontrou o devido retorno esportivo, fazendo com que a promessa se tornasse uma das apostas mais frustrantes do clube na década. O desfecho marcou a estagnação de uma carreira que prometia voos muito mais altos no cenário nacional.
19 – Diego Costa (Grêmio)

A contratação de Diego Costa pelo Grêmio acabou se tornando uma das mais frustrantes dos últimos anos. Apesar de ter sido decisivo no título do Campeonato Gaúcho e começar a temporada em bom nível, o atacante perdeu rendimento rapidamente e teve impacto mínimo nas principais competições, marcando apenas um gol no Brasileirão e outro na Libertadores. Ao todo, foram oito gols e cinco assistências em 26 partidas, números abaixo do esperado para um jogador experiente e de alto custo.
Antes disso, Diego Costa já havia deixado uma impressão negativa no Botafogo. Com poucas oportunidades, alternou entre banco e breves atuações, disputou apenas 15 jogos e marcou três gols, sem conseguir se firmar como titular. O histórico recente reforçou a avaliação de que a aposta no atacante não entregou o retorno esperado em campo.
18 – Douglas Costa (Fluminense)

Douglas Costa é considerado uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro devido à sua passagem frustrante pelo Fluminense. Após ser campeão da Libertadores em 2023, o clube reforçou seu elenco com o ex-jogador da seleção brasileira, que estava livre após sua passagem pelo Los Angeles Galaxy, assinando até o meio de 2025.
No entanto, a relação durou menos de seis meses, culminando em uma rescisão em julho. Durante sua breve estadia, ele disputou 22 jogos, mas não conseguiu marcar nenhum gol, recebendo críticas da torcida. Essa falta de contribuição em campo e a rápida saída fazem de Douglas Costa uma contratação decepcionante para o Fluminense.
17 – Óscar Romero (Internacional)

A passagem de Romero pelo Internacional entrou para a lista das contratações mais frustrantes do clube. Chegou com a ideia de ser alternativa a Alan Patrick, pediu para atuar como volante e chegou a ser utilizado até aberto pelos lados do campo, mas não rendeu em nenhuma função. Mesmo com tentativas de recuperação sob o comando de Ramón Díaz, o desempenho seguiu abaixo do esperado: foram 20 jogos, um gol e duas assistências.
Antes disso, Romero já havia deixado uma imagem negativa no Botafogo. Contratado sem custos, começou recebendo oportunidades, mas perdeu espaço, teve problemas de indisciplina e terminou a temporada praticamente fora dos planos. Em 27 partidas, apenas sete como titular, marcou um gol e deu cinco assistências, reforçando o histórico recente de baixo impacto.
16 – Tréllez (São Paulo)

O colombiano Santiago Tréllez chegou ao São Paulo em 2018 após chamar a atenção com uma Série A bastante consistente vestindo a camisa do Vitória. No entanto, o atacante rapidamente percebeu que o peso de atuar em um clube com a exigência do Morumbi exigia um repertório técnico que ele não possuía. Embora se destacasse pela entrega física e pela disposição para brigar com os zagueiros, Tréllez pecou drasticamente na finalização e na tomada de decisões no terço final do campo, colecionando jejuns de gols incômodos que irritaram a torcida.
Com o passar dos meses, perdeu completamente espaço na equipe titular e passou a ser utilizado apenas como opção de brio ou desabafo em partidas de menor expressão. O investimento feito pelo clube são-paulino não encontrou respaldo no retorno esportivo, fazendo com que o jogador rodasse por empréstimos sucessivos para outras equipes do futebol brasileiro antes de deixar definitivamente o clube sem deixar saudades na memória do torcedor.
15 – Matías Rojas (Corinthians)

Matias Rojas é considerado uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro devido à sua passagem decepcionante pelo Corinthians. Contratado como um reforço de peso, ele empolgou na estreia nas quartas de final da Copa do Brasil e assumiu a camisa 10 deixada por Róger Guedes, gerando grandes expectativas.
No entanto, ao longo da temporada, sua performance caiu drasticamente, resultando em uma posição de reserva e sem nenhum gol marcado. Essa falta de impacto em campo e a expectativa frustrada fazem de Rojas uma contratação decepcionante para o clube.
14 – Arturo Vidal (Athletico-PR)

Vidal é considerado uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro devido à sua passagem decepcionante pelo Athletico Paranaense. Chegando com status de estrela mundial após deixar o Flamengo, ele foi contratado como titular, mas disputou apenas nove jogos e sofreu com lesões, limitando sua contribuição em campo.
Além disso, suas declarações e postagens geraram polêmica, especialmente quando, em outubro de 2023, ele celebrou o aniversário da conquista da Libertadores pelo Flamengo, em 2022, irritando os torcedores atleticanos que esperavam comprometimento com seu novo clube, que foi derrotado pelo Fla naquela final.
13 – Alexandre Pato (São Paulo)

Pato retornou ao São Paulo em março de 2019, assinando contrato até o final de 2022 com uma multa rescisória de R$ 110 milhões. No entanto, sua segunda passagem foi decepcionante. O atacante não conseguiu se destacar com os técnicos Mancini e Diniz, enfrentou lesões e chegou a ficar seis meses sem marcar gols, tornando-se um símbolo de apatia para parte da torcida.
Ele se despediu do clube em agosto de 2020, após ser reserva, com apenas nove gols em 35 jogos, o que o classifica como uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro.
12 – David Luiz

A contratação do zagueiro pelo Fortaleza entrou para a lista das mais frustrantes da última década. Ele chegou no início do ano após deixar o Flamengo, assinou contrato até o fim de 2026 e foi apresentado como um nome experiente para liderar o elenco, mas não conseguiu cumprir o papel esperado dentro de campo.
No Pici, o defensor conviveu com sucessivas lesões, teve baixa sequência de jogos e participou de apenas 16 partidas antes de rescindir o contrato em agosto. A saída precoce, seguida da transferência para o futebol do Chipre, simbolizou o fracasso da aposta, em uma temporada que terminou com o rebaixamento do Fortaleza.
11 – Carlos Eduardo (Palmeiras)

Carlos Eduardo custou caro aos cofres do Palmeiras em 2019 após ser comprado junto ao Pyramids, do Egito, por insistência da comissão técnica da época. Tratado como uma aposta de velocidade e drible para o setor ofensivo, o atacante mostrou desde os primeiros jogos uma limitação técnica gritante e uma imaturidade tática inaceitável para o patamar de investimento realizado pelo clube alviverde.
A passagem virou rapidamente motivo de chacota e alvo de críticas ferozes da torcida organizada e geral, que não entendia os valores investidos em um jogador visivelmente cru para a Série A. Sem conseguir entregar gols, assistências ou o mínimo de lucidez nas jogadas de ataque, Carlos Eduardo teve uma passagem curta, apagada e marcada por forte rejeição, simbolizando um dos negócios mais inexplicáveis e deficitários da diretoria palmeirense na década.
10 – Orejuela (São Paulo)

Orejuela foi contratado pelo São Paulo em 2021 após se destacar pelo Cruzeiro, mas sua passagem pelo clube foi decepcionante, fazendo dele uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro. Mesmo com a expectativa gerada, o jogador não conseguiu empolgar a torcida e passou por empréstimos em times como Athletico-PR e Grêmio, sem se firmar em nenhum deles.
Após esses empréstimos, Orejuela se transferiu para o Independiente de Medellín, que desejava mantê-lo em definitivo, mas não houve acordo com o São Paulo. Essa falta de impacto e a incapacidade de se estabelecer em um clube de grande porte tornam sua contratação uma frustração para a equipe paulista.
9 – Marinho (Flamengo)

Marinho, o primeiro reforço do Flamengo em 2022, chegou ao clube com grandes expectativas, especialmente por suas notáveis atuações no Santos, onde foi eleito o melhor jogador do continente em 2020. A torcida esperava que ele repetisse esse desempenho no Rubro-Negro, mas o resultado foi decepcionante.
Ao longo de sua passagem, Marinho disputou 60 jogos, marcando apenas seis gols e fornecendo nove assistências, o que o afastou completamente do protagonismo que se esperava dele.
8 – Gustavo Henrique (Flamengo)

Gustavo Henrique é considerado uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro devido à sua decepcionante passagem pelo Flamengo. Após terminar seu contrato com o Santos, ele assinou com o Mengão em janeiro de 2020, animando a torcida por sua boa passagem pelo clube paulista.
No entanto, não conseguiu reproduzir o mesmo nível de desempenho no Flamengo, sendo alvo de críticas constantes da torcida devido a várias falhas defensivas que comprometeram a equipe. Essa queda de rendimento e a incapacidade de se firmar como um jogador confiável fazem de Gustavo Henrique uma contratação frustrante para o Flamengo.
7 – Ricardo Goulart (Santos)

Após brilhar no Cruzeiro em 2013 e 2014 e se transferir para a China, Ricardo Goulart foi contratado pelo Santos, mas sua passagem foi decepcionante. Em 2022, ele atuou em 30 jogos e marcou apenas quatro gols, não conseguindo se tornar a referência técnica que o clube esperava. Seu desempenho aquém do esperado o coloca como uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro.
6 – Thiago Neves (Grêmio)

A chegada de Thiago Neves ao Grêmio em 2020 foi um completo fiasco e gerou uma rejeição imediata por parte da torcida tricolor. Indicado por Renato Portaluppi, o meia desembarcou em Porto Alegre sob forte contestação devido ao histórico de rivalidades e à desconfiança quanto ao seu momento físico e técnico na reta final de carreira. Em campo, o atleta esteve longe de demonstrar a genialidade e a combatividade que o consagraram em outros grandes clubes brasileiros, parecendo lento e completamente fora do ritmo exigido para a disputa de torneios de alto nível.
A pressão da arquibancada tornou-se insustentável à medida que os resultados ruins se acumulavam e as atuações do meia ficavam abaixo do esperado. Diante do clima de instabilidade extrema e da insatisfação generalizada, a diretoria gremista não teve alternativa a não ser rescindir o contrato do jogador com pouquíssimos meses de clube. A passagem relâmpago virou sinônimo de contratação equivocada por apelo puramente de relacionamento, deixando um saldo altamente negativo para o planejamento esportivo daquele ano.
5 – Godín (Atlético-MG)

Godín é visto como uma das piores contratações do futebol brasileiro devido à sua curta e conturbada passagem pelo Atlético Mineiro. Chegando com status de titular e um histórico de sucesso na Europa, suas expectativas foram rapidamente frustradas.
Em apenas seis meses, o zagueiro enfrentou críticas severas por seu desempenho, que ficou muito aquém do esperado para um jogador de seu calibre, resultando em sua saída do clube. Essa trajetória decepcionante fez com que sua contratação fosse considerada um erro.
4 – Gabigol (Cruzeiro)

A aposta do Cruzeiro em um nome consagrado do futebol brasileiro acabou não trazendo o retorno esperado. Contratado para assumir protagonismo e comandar o ataque, o jogador não conseguiu se firmar, perdeu espaço ao longo da temporada e terminou como reserva de Kaio Jorge, distante do nível que apresentou nos anos de glória no Flamengo.
Os números ajudam a explicar a frustração. Apesar de 49 partidas disputadas, ele iniciou apenas 23 como titular, marcou 13 gols, sendo seis no Brasileirão, e distribuiu quatro assistências, desempenho considerado insuficiente para quem chegou com a missão de liderar o time e justificar o investimento.
3 – Jorge (Palmeiras)

Jorge é considerado uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro devido à sua passagem frustrante pelo Palmeiras. Contratado em 2021 com grandes expectativas, ele nunca conseguiu se firmar na posição, apresentando uma performance inconsistente ao longo de 31 partidas, sem registrar nenhuma assistência.
Em 2023, foi emprestado ao Fluminense, mas após apenas quatro jogos, sofreu uma lesão grave em fevereiro. Sua breve passagem pelo Santos também não foi exitosa, resultando em mais um empréstimo sem impacto significativo.
2 – Luan (Corinthians)

Contratado no início de 2020 cercado de enorme expectativa e sob o peso de ser o “Rei da América” de 2017, Luan viveu um verdadeiro pesadelo no Corinthians. O meia-atacante jamais conseguiu repetir as atuações de sua época áurea no Grêmio, acumulando rendimento técnico pífio, problemas físicos e longos períodos afastado. A torcida depositou nele a esperança de um salto de qualidade no setor de criação, mas o que se viu em campo foi um jogador apático, lentidão nas jogadas decisivas e uma queda abrupta de confiança que blindou negativamente qualquer tentativa de recuperação.
A passagem se tornou insustentável tanto no aspecto esportivo quanto no extracampo, culminando em uma saída melancólica que marcou um dos maiores prejuízos financeiros e contratuais da gestão corinthiana na década. Além de salários astronômicos, o clube carregou o peso de uma negociação que envolveu troca de atletas e pesou duramente na folha. O desfecho marcou a decadência acentuada de uma carreira que havia chegado ao topo da América poucos anos antes e simbolizou a aposta de risco mais frustrante do período alvinegro.
1 – James Rodríguez (São Paulo)

James Rodríguez é amplamente considerado uma das piores contratações dos últimos anos no futebol brasileiro, especialmente por causa de sua tumultuada passagem pelo São Paulo. Após se destacar na Europa, particularmente no Real Madrid, e ser um dos protagonistas da Copa do Mundo de 2014, sua chegada ao clube trouxe grandes expectativas.
No entanto, seu desempenho deixou muito a desejar, com erros críticos que custaram caro ao time, como o pênalti perdido que resultou na eliminação do São Paulo nas quartas de final da Sul-Americana contra a LDU.