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Dilema com Vitor Roque provoca nova estratégia tática de Abel para o Palmeiras encarar o Botafogo

Vitor Roque apresenta um problema que faz Abel repensar sobre mais presença na área ou maior controle pelo meio: o dilema envolve dois caminhos distintos A d...

Dilema com Vitor Roque provoca nova estratégia tática de Abel para o Palmeiras encarar o Botafogo
Dilema com Vitor Roque provoca nova estratégia tática de Abel para o Palmeiras encarar o Botafogo (Foto: Reprodução)

Vitor Roque apresenta um problema que faz Abel repensar sobre mais presença na área ou maior controle pelo meio: o dilema envolve dois caminhos distintos

A dúvida envolvendo Vitor Roque para o duelo contra o Botafogo ganhou um peso diferente dentro do Palmeiras. O atacante atravessa um momento delicado, foi reserva no empate diante do Santos e vem sendo cobrado publicamente por Abel Ferreira. O cenário transformou uma decisão de escalação em uma escolha que envolve confiança, rendimento e, principalmente, a maneira como o time pretende se comportar no Nilton Santos.

Vitor Roque não vive apenas um jejum de gols. Desde que voltou aos gramados após a cirurgia no tornozelo esquerdo, o atacante ainda não conseguiu completar uma partida inteira e marcou somente uma vez nos últimos 16 jogos. Abel também chamou atenção para a condição física e para a chamada “linguagem corporal” do jogador, colocando a questão além da simples falta de eficiência nas finalizações.

A possibilidade de manter Vitor Roque no banco diante do Botafogo pode ser analisada como algo além de uma perda de espaço. Existe uma questão tática por trás da escolha. Com Roque ao lado de Flaco López, o Verdão ganha dois jogadores capazes de ocupar a área, atacar profundidade e incomodar a última linha adversária. É uma formação que aumenta a presença ofensiva, mas também exige que a equipe encontre mecanismos para não perder controle do meio.

A alternativa passa por uma configuração diferente, com Lucas Evangelista e Felipe Anderson ganhando espaço na estrutura e Flaco López permanecendo como referência mais adiantada. Nesse desenho, o Verdão pode ter maior capacidade de circulação e ocupação dos espaços, além de mais jogadores participando da construção. A equipe, porém, abre mão de parte da presença física que uma dupla formada por Flaco e Vitor Roque proporciona.

As dúvidas táticas na prancheta de Abel

É justamente aí que a dúvida de Abel fica interessante. O treinador precisa decidir se o Palmeiras deve atacar o Botafogo com mais jogadores próximos da área ou se precisa primeiro controlar o jogo pelo meio-campo. Não existe uma resposta automaticamente correta. São estratégias diferentes para um confronto fora de casa, contra um adversário que chega pressionado após duas derrotas consecutivas, mas que ainda tem capacidade para explorar espaços quando encontra um rival desequilibrado.

Também existe uma questão de confiança que não pode ser ignorada. Depois das cobranças públicas de Abel, escalar Vitor Roque imediatamente pode representar uma tentativa de recuperar o atacante dentro do próprio contexto competitivo. Deixá-lo no banco, por outro lado, pode indicar que a comissão entende que o jogador precisa primeiro recuperar ritmo e confiança antes de voltar a carregar uma responsabilidade maior. A escolha, portanto, terá impacto técnico, mas também psicológico.

O problema é que o Palmeiras não pode transformar a situação de Vitor Roque em uma questão individual. O ataque já apresentou sinais de ineficiência recentemente, mesmo em partidas nas quais o time conseguiu controlar o adversário. Contra o Santos, por exemplo, a equipe avançou na Copa do Brasil sem sofrer grandes sustos defensivos, mas desperdiçou oportunidades e terminou novamente sem marcar. O debate sobre Roque precisa estar inserido nesse contexto maior.

Os dois caminhos para o setor ofensivo

A presença de Lucas Evangelista e Felipe Anderson não deveria ser encarada simplesmente como uma alternativa mais conservadora. Dependendo da função exercida por cada um, o Palmeiras pode tentar criar superioridade no meio, aproximar Arias, Mauricio e Flaco e fazer a bola chegar ao centroavante em condições melhores. Nesse cenário, o objetivo seria não depender de dois atacantes para produzir presença ofensiva, mas distribuir essa responsabilidade entre mais jogadores.

Por outro lado, existe um argumento forte pela permanência de Vitor Roque. O atacante oferece uma característica que nenhuma das outras opções reproduz exatamente: capacidade de atacar espaços em velocidade e dividir a atenção da defesa com Flaco López. Contra um Botafogo que precisa reagir no campeonato, essa ameaça pode ser importante. O Palestra pode encontrar espaços justamente quando o adversário precisar se lançar ao ataque, e ter Roque em campo pode transformar essas situações em uma arma.

Um desafio chamado Vitor Roque

A decisão de Abel diante do Botafogo será menos sobre escolher entre Vitor Roque, Lucas Evangelista ou Felipe Anderson e mais sobre estratégia tática mais adequada, porém, com a complexidade que envolve todas as questões citadas sobre o camisa 9. O momento delicado do atacante tornou a escolha mais sensível, mas o treinador precisa evitar que a polêmica determine a escalação.

Se Roque jogar, será necessário criar um ambiente para que ele volte a ser funcional, se ficar fora, a equipe terá de provar que consegue compensar sua ausência sem perder força ofensiva. A dúvida, portanto, revela o desafio maior de encontrar o equilíbrio entre recuperar um jogador importante e manter o Palmeiras competitivo na reta decisiva.

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