Dirigente do Flamengo questiona nova regra da CBF sobre estrangeiros e cita Premier League
O Rubro-Negro foi um dos únicos clubes que rejeitaram a proposta que foi aprovada por equipes das Séries A e B da competição Clubes das Séries A e B do Ca...
O Rubro-Negro foi um dos únicos clubes que rejeitaram a proposta que foi aprovada por equipes das Séries A e B da competição
Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, na última segunda-feira (21), a redução do limite de estrangeiros da equipe. O Flamengo foi um dos únicos clubes que votaram contra a proposta apresentada.
O vice-presidente do departamento jurídico do Flamengo, Marcos Motta, destacou a postura que foi adotada pelos rubro-negros. Durante entrevista à ESPN, o dirigente se posicionou sobre o ocorrido.
Posicionamento sobre a decisão
“Obviamente pelo Flamengo, fala sempre o presidente ou a própria assessoria, mas como advogado especializado, a gente tem uma opinião. Acho que isso não engrandece o produto, acho que existem outras maneiras de se proteger o mercado local”.
“Essa não é uma discussão nova, é uma discussão que já acontece há muito tempo, inclusive em nível europeu. A Premier League tem as regras dela, o que eles chamam de Home-grown Player, ou seja, você tem uma limitação de 25 atletas seniores, sendo que 17 podem ser acima de 25 anos”.
O jurista ainda justificou que existem falhas que podem impactar diretamente no planejamento da equipe. “A diferença tem que ser de jogadores formados, mas não importa a nacionalidade, importa o tempo de formação. Ou seja, existe uma série de regras que a gente pode pegar como exemplo, exemplos bons”.
“Acho que a gente não precisa inventar a roda. Podemos pegar esses exemplos, e principalmente os casos onde houve discussão inclusive jurídica, em função de Corte Europeia, movimentação de profissionais dentro da Comunidade Europeia”.
Uma solução ou um problema?
Marcos Motta ainda apontou que essa situação precisa ser analisada com cautela. “Então, acho que esse debate tem que ficar vivo. Acho que essa proposta, essa discussão de ontem não deve terminar ali, eu acho que ela deve seguir”.
“E pela conversa que eu tenho tido desde ontem com colegas, enfim, de clubes e advogados também que militam na área, eu acredito que essa agenda vai continuar viva nos próximos dias ou nos próximos meses. Até porque a CBF faz sempre ali um caráter consultivo. A CBF tem ido muito bem em linha com o que a FIFA chama de um processo consultivo”.
“Nada impositivo, nada verticalizado, sempre uma discussão. Claro, algumas pautas são um pouco mais agudas, até porque o mercado hoje em dia é um mercado muito mais complexo, muito mais sofisticado. As discussões hoje em dia não são mais lineares, assim como as transferências de atletas que a gente está discutindo aqui também não são mais lineares”.
Como será a mudança?
A partir da temporada 2027, cada clube poderá inscrever até oito atletas estrangeiros no elenco. Com isso, o número segue em queda até 2030. No prazo final, cada equipe poderá ter apenas cinco jogadores de fora do Brasil.
Conforme informações do portal Itatiaia, Flamengo, Bahia e Londrina foram as equipes que votaram contra a mudança. De resto, todos os times das principais divisões do futebol brasileiro foram favoráveis à alteração.