Dorival ajusta o Corinthians, mas Timão esbarra na própria pontaria contra o São Bernardo
Com posse de bola e volume ofensivo, equipe controla o jogo, mas consegue primeiro gol apenas no segundo tempo. O Corinthians venceu por 1 a 0 com o São Berna...
Com posse de bola e volume ofensivo, equipe controla o jogo, mas consegue primeiro gol apenas no segundo tempo.
O Corinthians venceu por 1 a 0 com o São Bernardo Futebol Clube em um jogo movimentado e de muitas finalizações. A atuação teve pontos positivos na construção e organização, refletindo escolhas claras de Dorival Júnior, mas também escancarou a dificuldade de transformar volume em gols.
Controle e posse como marca
O primeiro tempo mostrou um Corinthians com identidade definida: posse de bola (63% a 37%), paciência na construção e amplitude pelos lados. A equipe explorou principalmente o lado esquerdo, tentando criar superioridade numérica e infiltrações.
Foram 16 finalizações somadas na etapa inicial, incluindo um gol anulado do São Bernardo. Em bola aérea, Augusto marcou de cabeça aos 30 minutos, mas estava impedido.
A melhor chance corintiana veio aos 38. Pedro Milans acionou Garro dentro da área, e o argentino finalizou de esquerda, obrigando Alex Alves a fazer grande defesa.
O que Dorival tentou fazer
Dorival apostou em:
Circulação rápida da bola para desmontar o bloco defensivo adversário;Laterais participativos, dando profundidade;Meias próximos da área, buscando infiltrações curtas e finalizações de média distância.A proposta funcionou no aspecto territorial. O Corinthians empurrou o adversário para trás e praticamente não sofreu pressão contínua. O problema esteve na última decisão: faltou precisão no passe final e capricho na conclusão.
Segundo tempo mais estratégico
Na etapa final, o Corinthians manteve o controle, mas encontrou um São Bernardo ainda mais compacto. Dorival buscou dar novo fôlego ao setor ofensivo com ajustes pontuais, tentando aumentar a agressividade nas transições e a presença na área.
Gol do Corinthians veio somente com 22 minutos do segundo tempo, André pisa na área, aproveita a sobra de uma bola tirada pela zaga do São Bernardo e finaliza forte para abrir o placar para o Corinthians.
Evolução tática, pendência ofensiva
O Corinthians mostrou organização e padrão coletivo. A equipe tem ideias claras sob comando de Dorival: posse consciente, amplitude e pressão pós-perda.
No entanto, o desafio permanece no terço final. O Timão cria, finaliza, mas ainda não é cirúrgico. Em jogos de mata-mata ou contra adversários mais qualificados, essa ineficiência pode custar caro.
Se ajustar a pontaria e acelerar a tomada de decisão perto da área, o time tende a transformar domínio em resultado. Por enquanto, a sensação é de evolução no desempenho, mas com gosto de pouco no placar.