Dorival Júnior é isento de culpa após aproveitamento não melhorar com demissão anunciada no Corinthians
Mesmo com a saída do ex-comandante, os números comprovam que não existiu nenhum tipo de melhora no Timão Nesta quarta-feira (4), às 21h30, na Vila Belmiro...
Mesmo com a saída do ex-comandante, os números comprovam que não existiu nenhum tipo de melhora no Timão
Nesta quarta-feira (4), às 21h30, na Vila Belmiro, São Paulo e Corinthians se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro no primeiro reencontro desde a demissão de Dorival Júnior, que conquistou a Copa do Brasil de 2025 e a Supercopa Rei de 2026 pelo Timão.
Esse Majestoso, inclusive, reacende uma discussão importante entre os torcedores: afinal, valeu a pena demitir o comandante? Para que isso seja possível, é necessário analisar os números e, por fim, comparar o aproveitamento com e sem o treinador.
Vale lembrar que Dorival deixou o Alvinegro em 5 de abril de 2026, após a derrota por 1 a 0 para o Internacional, na Neo Química Arena. Naquele momento, a equipe atravessava uma sequência negativa e a diretoria decidiu interromper o trabalho do treinador na tentativa de mudar o rumo da temporada.
Comparativo dos números:
Como recorte, serão analisados os 37 jogos imediatamente anteriores à saída de Dorival e nos 37 compromissos oficiais seguintes à sua demissão, ficando claro, ou não, que o problema realmente era o técnico naquele momento.
Nos 37 jogos finais de Dorival à frente do Corinthians, a equipe acumulou 13 vitórias, 11 empates e 13 derrotas. Foram 50 pontos conquistados em 111 possíveis, representando um aproveitamento de aproximadamente 45,05%.
O cenário posterior à demissão, entretanto, não apresentou uma transformação significativa: nos 37 compromissos seguintes, a equipe registrou 14 vitórias, nove empates e 14 derrotas, somando 51 pontos e alcançando um aproveitamento de 45,95%.
Dessa forma, a diferença entre os dois períodos é de apenas 0,90 ponto percentual, ou seja, na prática, o SCCP venceu somente uma partida a mais, sofreu exatamente o mesmo número de derrotas e terminou com duas igualdades a menos após a saída do treinador.
Em decorrência disso, os números chamam atenção porque mostram que a mudança no comando técnico não conseguiu proporcionar uma evolução consistente ao time, que continuou apresentando dificuldades para transformar seus jogos em vitórias.
Reais culpados:
Resta claro que isso não significa necessariamente que Dorival deveria ter permanecido no cargo, mas o fato da equipe seguir em baixa coloca em dúvida se a demissão foi suficiente para solucionar os problemas que comprometiam o desempenho em campo.
Resumidamente, é mais necessário colocar a “culpa” pelos baixos números nos jogadores e, especialmente na diretoria, do que acreditar que o atual treinador do rival estava prejudicando o clube.