Empresa de Delcir Sonda não tem acordo com Internacional e cobra R$ 60 milhões no total do clube
Ex-investidor e conselheiro acionou o clube na Justiça, dando início a disputa jurídica contra a instituição Segundo a ESPN, a Displan, empresa do empres...
Ex-investidor e conselheiro acionou o clube na Justiça, dando início a disputa jurídica contra a instituição
Segundo a ESPN, a Displan, empresa do empresário Delcir Sonda, acionou o Internacional na Justiça do Rio Grande do Sul por dívidas que somam mais de R$ 60 milhões. A companhia pede a penhora de bens do clube caso os valores não sejam pagos.
A petição foi protocolada na 3ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre na quarta-feira (24). Os advogados de Sonda afirmaram que não houve acordo entre as partes e solicitaram que a execução prossiga, adotando todas as medidas legais até a quitação integral do débito.
Inter pediu um acordo
Uma dívida originada em 2018 voltou ao centro das atenções: a Displan reivindica R$ 10.370.261,50 na Justiça. Nos últimos dias de 2025, o Inter se posicionou no processo e pediu mais prazo para avançar nas conversas com a empresa, buscando oficializar um acordo. Ao mesmo tempo, o clube comunicou ao Judiciário que enfrenta dificuldades financeiras, argumento utilizado para justificar a solicitação.
“Manter a execução tramitando regularmente, com as medidas constritivas dela decorrentes, seria medida de todo o modo temerária e prejudicial à manutenção das atividades e do cumprimento dos compromissos mais básicos do clube embargante que, por sua vez, vivencia grave crise financeira”, afirmou o clube.
Barcellos no Internacional. Foto Ricardo Duarte/InternacionalNa mesma manifestação, o clube sustentou à Justiça que havia valores cobrados além do devido, estimando um montante excedente de R$ 1.052.804,03. Por isso, requereu a concessão de efeito suspensivo, argumentando que eventual bloqueio de contas poderia gerar prejuízos graves e de difícil reversão, considerando a cifra elevada discutida no processo.
Inter e a empresa não entraram em acordo
As tratativas abertas em dezembro perderam força após a piora no estado de saúde de Delcir Sonda, sócio da Displan, que ficou hospitalizado e atrasou a formalização do acordo. Com aval dos advogados, o Inter chegou a obter a suspensão do processo, mas a medida foi derrubada depois que a empresa informou à Justiça que não houve avanço nas negociações.
Na sequência, a juíza Fabiana Zaffari Lacerda, da 6ª Vara Cível de Porto Alegre, determinou prazo de três dias para pagamento das duas ações, sob pena de penhora, além de 15 dias para defesa. Juntas, somam R$ 33,9 milhões, enquanto outro processo cobra mais R$ 16,4 milhões e aguarda decisão. O clube tenta rever juros e condições, mas ainda sem novo entendimento.