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Fifa comenta boicote à Copa do Mundo e defende volta da Rússia as competições

Infantino diz que represálias aos Estados Unidos só trariam mais ódio e não ajudariam a resolver os conflitos O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirm...

Fifa comenta boicote à Copa do Mundo e defende volta da Rússia as competições
Fifa comenta boicote à Copa do Mundo e defende volta da Rússia as competições (Foto: Reprodução)

Infantino diz que represálias aos Estados Unidos só trariam mais ódio e não ajudariam a resolver os conflitos

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que boicotes às partidas da Copa do Mundo nos Estados Unidos não resolveriam os problemas e apenas gerariam “mais ódio”. A medida, apoiada por alguns governantes europeus para criticar as políticas de Donald Trump, foi rechaçada pelo dirigente.

Infantino também se posicionou sobre a Rússia, defendendo o retorno do país e de seus clubes às competições internacionais. Segundo ele, a inclusão é importante para o futebol e ajuda a manter o diálogo e a união entre as nações.

O que disse Infantino sobre boicote à Copa?

“Sou contra proibições e boicotes. Acho que não acrescentam nada (…) simplesmente contribuem para mais ódio“, Gianni iniciou Infantino, em uma entrevista ao canal britânico Sky News, sobre um possível boicote dos países europeus.

O presidente da Fifa traçou um paralelo com os laços comerciais estratégicos existentes entre o Reino Unido e os Estados Unidos: “Alguém pede que o Reino Unido pare de fazer comércio com os Estados Unidos? Não ouvi nada parecido. Então, por que o futebol?”.

Infantino e Trump. Foto: Chip Somodevilla/Getty Images

“No nosso mundo, dividido e agressivo, são necessárias ocasiões para que as pessoas possam sair e reunir-se em torno da paixão pelo futebol”, completou o dirigente de 55 anos, da federação internacional.

Infantino defende o retorno da Rússia

Infantino defendeu o retorno da Rússia e de seus clubes às competições internacionais, enquanto o COI orientou que equipes russas participem de torneios juvenis e não profissionais, mesmo com o conflito ainda em andamento.

“Esta exclusão não trouxe nada, só gerou mais frustração e ódio. O fato de meninas e meninos russos poderem jogar futebol em outras regiões da Europa seria algo positivo. Na verdade, nunca deveríamos proibir um país de jogar futebol devido aos atos de seus líderes políticos”, afirmou.