cover
Tocando Agora:

Grêmio segura empate no Beira-Rio e leva decisão aberta para a Arena

Grêmio segura o 0 a 0 no Beira-Rio, mostra segurança defensiva e leva a decisão das quartas de final da Copa do Brasil para a Arena. Grêmio mostra seguranÃ...

Grêmio segura empate no Beira-Rio e leva decisão aberta para a Arena
Grêmio segura empate no Beira-Rio e leva decisão aberta para a Arena (Foto: Reprodução)

Grêmio segura o 0 a 0 no Beira-Rio, mostra segurança defensiva e leva a decisão das quartas de final da Copa do Brasil para a Arena.

Grêmio mostra segurança defensiva, empata em 0 a 0 com o Internacional e decide a vaga na semifinal da Copa do Brasil diante da sua torcida.

O Grêmio saiu do Beira-Rio com um empate por 0 a 0 no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Não foi uma grande partida tecnicamente, mas, diante do momento vivido pela equipe e de toda a pressão que envolvia o clássico, o resultado mantém completamente aberta a disputa para o jogo de volta, na Arena.

No primeiro tempo, gostei da postura do Grêmio. A equipe teve controle territorial, ficou mais tempo com a bola e mostrou uma tranquilidade que, sinceramente, não vinha aparecendo em algumas partidas recentes. O time conseguiu sair jogando, teve posse e não parecia tão afobado dentro de campo.

Grêmio controlou o jogo, mas faltou transformar posse em perigo

O problema foi transformar esse controle em oportunidades. O Grêmio circulou a bola, tentou construir e chegou algumas vezes ao campo ofensivo, mas faltou qualidade no último passe e, principalmente, maior precisão para transformar a posse em chances reais de gol.

Jovane Cabral, que iniciou a partida como titular, foi muito ineficaz. Errou passes simples, participou pouco da construção e, quando tinha a oportunidade de acelerar o jogo, muitas vezes optava pelo passe para trás. Foi uma atuação abaixo e a substituição no começo do segundo tempo acabou sendo natural.

Luís Castro colocou Braithwaite e Amuzu nas vagas de Carlos Vinícius e Jovane Cabral. As mudanças deram outras características ao setor ofensivo, principalmente pela movimentação e pela capacidade de Amuzu tentar quebrar linhas individualmente.

Depois dos dez minutos do segundo tempo, o Internacional passou a ter mais controle da partida, ficou mais tempo no campo ofensivo e tentou pressionar o Grêmio. Mas, mesmo com maior posse, também não criou uma sequência de oportunidades claras. E isso tem uma explicação: o sistema defensivo gremista fez uma partida muito segura como um todo.

Sistema defensivo do Grêmio foi o grande destaque do clássico

Se o Grêmio saiu do Beira-Rio sem sofrer gols, muito se deve ao comportamento coletivo da equipe sem a bola. Não foi apenas mérito dos zagueiros. A proteção do meio-campo funcionou, os jogadores se entregaram na recomposição e o time conseguiu fechar espaços quando o Internacional tentava aumentar a pressão.

Noriega fez uma baita partida. Jogando à frente da zaga, deu segurança, combateu, protegeu o setor defensivo e ajudou a impedir que o Internacional encontrasse espaços pelo meio. Foi uma atuação de muita importância tática, principalmente quando o Grêmio passou a ser mais pressionado no segundo tempo.

Villasanti também fez uma grande partida. Correu, combateu, ajudou na marcação e foi importante para dar sustentação ao meio-campo. Em um jogo de tanta disputa física, o paraguaio apareceu para competir e foi fundamental para o equilíbrio defensivo da equipe.

Na defesa, Walter Kannemann usou toda a sua experiência e fez uma partida muito segura. Wallace, novamente, confirmou o bom momento, com segurança nas intervenções e personalidade para tentar sair jogando. E Diego Caíto também teve mais uma atuação positiva, participando bastante pelo lado direito e mostrando disposição durante toda a partida.

O Grêmio tentou explorar bastante justamente o lado direito, buscando aproximações e ultrapassagens, mas errou muitos passes e cruzamentos. A intenção existiu, mas faltou qualidade para transformar essas jogadas em perigo real ao gol adversário.

O clássico ainda teve as confusões tradicionais. Carlos Vinícius se envolveu em um lance com Bruno Gomes e, na queda, acabou atingindo o jogador do Internacional com a chuteira na região da boca. Os colorados pediram o segundo cartão amarelo, o que provocou mais um momento de tensão em campo.

No fim, o 0 a 0 parece bastante compatível com o que foi o Gre-Nal. Muita disputa, muita entrega, muita marcação e pouco futebol ofensivo. Tecnicamente, o jogo ficou abaixo do que se espera de uma decisão desse tamanho, mas o Grêmio, pelo menos, mostrou uma segurança defensiva que não vinha apresentando com frequência.

Agora, tudo será decidido na Arena. O empate não dá vantagem para ninguém, mas o Grêmio terá o apoio da sua torcida para buscar a classificação às semifinais da Copa do Brasil. O sistema defensivo mostrou que pode dar sustentação ao time. O desafio, agora, é fazer o setor ofensivo evoluir, criar mais e encontrar o caminho do gol para transformar o empate do Beira-Rio em uma classificação diante do maior rival.