Joia da base do Fluminense decide, Brasil vira sobre o Equador e estreia com vitória no Sul-Americano Sub-20
Carioca, joia da base do Fluminense, marca na estreia do Brasil, que vira sobre o Equador e vence no Sul-Americano A base feminina do Fluminense voltou a mostr...
Carioca, joia da base do Fluminense, marca na estreia do Brasil, que vira sobre o Equador e vence no Sul-Americano
A base feminina do Fluminense voltou a mostrar sua força na estreia do Brasil no Sul-Americano Feminino Sub-20, diante do Equador. Em um jogo de superação, a atacante Carioca, cria de Xerém, foi decisiva ao marcar o primeiro gol brasileiro na competição. Titular com a camisa 9, a jogadora dividiu o protagonismo com Adrielly, meia e camisa 10, também revelada pelo Tricolor. Ambas já tiveram oportunidades no time profissional e seguem recebendo atenção especial do clube. O desempenho reforça o bom momento da formação de atletas do Fluminense no cenário nacional.
Após sair atrás no placar e ir para o intervalo em desvantagem, a Seleção voltou mais agressiva para o segundo tempo. Em uma jogada construída por Dudinha, ex-Fluminense e atualmente na Ferroviária, Gisele finalizou, a goleira equatoriana defendeu, e Carioca apareceu bem posicionada para aproveitar o rebote. O gol de empate trouxe novo ânimo ao time brasileiro, que passou a controlar mais as ações ofensivas. A presença da atacante na área mostrou oportunismo e leitura de jogo, qualidades que vêm chamando atenção ao longo de sua trajetória na base.
O Brasil seguiu pressionando e conseguiu a virada com Brendha, do Flamengo, em jogada bem trabalhada pelo setor ofensivo. A resposta equatoriana veio em cobrança de pênalti convertida por Cazares, recolocando tensão na partida. Mesmo assim, a equipe comandada pela comissão técnica manteve a postura ofensiva e buscou o resultado até os minutos finais. A insistência foi premiada quando Ana Bia marcou o terceiro gol e garantiu a vitória brasileira. O placar refletiu a superioridade técnica e a capacidade de reação da Seleção.
Seleção Sub-20 comemorando a vitória sobre o Equador. Foto: Staff Images Woman/CBFDestaque individual e força coletiva
Além do gol decisivo, Carioca teve atuação participativa, contribuindo na pressão alta e na recomposição defensiva. A atacante mostrou personalidade ao assumir o protagonismo em um momento delicado da partida. Ao lado de Adrielly, formou uma dupla importante na articulação ofensiva e na ocupação de espaços. O desempenho das duas atletas reforça o bom trabalho desenvolvido na base do Fluminense. A presença de jovens com experiência no profissional tem sido um diferencial para a Seleção Sub-20 nesta competição continental.
Com a vitória, o Brasil soma três pontos e ocupa a segunda colocação do Grupo B, empatado em pontuação com o Peru, que venceu a Bolívia por 2 a 0 na estreia. A competição promete equilíbrio, com seleções buscando vaga na fase final. Cada rodada se torna decisiva na luta pela classificação. O bom início mantém a confiança elevada no elenco brasileiro. A meta é manter regularidade e desempenho sólido ao longo da fase de grupos.
Na segunda rodada, a Seleção Brasileira enfrenta a Bolívia neste sábado (7), às 18h (de Brasília), no Estádio Luis Alfonso Giagni. A partida terá transmissão do Sportv e é vista como mais uma oportunidade para consolidar a equipe entre as líderes da chave. A comissão técnica pretende aproveitar o embalo da estreia para manter a intensidade. A expectativa é de mais uma atuação consistente, com atenção aos detalhes defensivos e eficiência no ataque.
Base forte e olhar para o futuro
A atuação de Carioca e Adrielly reforça a importância do investimento contínuo nas categorias de base do futebol feminino. O Fluminense, em especial, segue se destacando como celeiro de talentos para a Seleção. O desempenho no Sul-Americano Sub-20 serve não apenas para buscar o título, mas também para projetar nomes para o futuro da Amarelinha. A vitória na estreia simboliza esse processo de renovação e crescimento. Com jovens promessas em evidência, o Brasil segue confiante na luta pelo protagonismo continental.