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José Edgard Galvão surge como possível nome da situação no São Paulo após desistência de Adilson Martins

Após Adilson Alves Martins desistir da candidatura, conselheiros articulam possível chapa com Marcelo Pepe e buscam ampliar apoios A desistência de Adilson ...

José Edgard Galvão surge como possível nome da situação no São Paulo após desistência de Adilson Martins
José Edgard Galvão surge como possível nome da situação no São Paulo após desistência de Adilson Martins (Foto: Reprodução)

Após Adilson Alves Martins desistir da candidatura, conselheiros articulam possível chapa com Marcelo Pepe e buscam ampliar apoios

A desistência de Adilson Alves Martins de disputar a presidência do São Paulo abriu novamente a corrida interna da situação em busca de um candidato para a eleição de dezembro. O empresário havia aceitado encabeçar a chapa governista, mas recuou horas depois, alegando que precisa manter o foco em sua empresa e em sua família. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo Bolavip Brasil.

Com a saída de Adilson do processo, novos nomes começaram a ser articulados nos bastidores. Um grupo de conselheiros trabalha para viabilizar o advogado José Edgard Galvão como candidato à presidência, com Marcelo Pepe sendo cotado para ocupar a vice-presidência. A possível composição ainda está em fase de conversas e não representa, neste momento, uma chapa oficialmente lançada.

A leitura dos conselheiros envolvidos na articulação é de que essa formação poderia representar uma renovação dentro da própria situação, reunindo nomes que já tiveram participação na política do clube, mas que também possuem histórico de divergências com integrantes da atual estrutura. Uma reunião com os grupos envolvidos deve acontecer nas próximas horas para discutir a possibilidade de avanço da candidatura.

José Edgard Galvão entra no radar

José Edgard Galvão tem histórico de participação na política do São Paulo e também já esteve ligado à Comissão de Ética do clube. Recentemente, ele foi destituído do órgão pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, em meio a um processo que envolvia representações contra o próprio dirigente. Olten afirmou que as substituições ocorreram dentro de suas atribuições e negou que tenham relação com eventual intenção de voto de integrantes da comissão.

Além disso, Galvão tem em seu currículo participação na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa, justamente o nome que atualmente está encaminhado como candidato da oposição à presidência. A possível candidatura, portanto, poderia reunir uma composição com integrantes que já passaram por diferentes momentos da política tricolor, mas que agora seriam apresentados como uma alternativa de renovação dentro da situação.

Para os conselheiros que trabalham pela candidatura, esse perfil pode ajudar a construir uma chapa capaz de dialogar com diferentes setores do clube. A tentativa, neste momento, é entender se existe espaço político para viabilizar Galvão antes que os grupos da situação definam definitivamente o substituto de Adilson.

Marcelo Pepe é cotado para vice

Na composição discutida nos bastidores, Marcelo Pepe aparece como possível candidato a vice-presidente. O nome também tem trajetória na política do São Paulo e, em um episódio recente, apresentou uma representação contra Carlos Belmonte, integrante do grupo Legião ao qual Pepe esteve ligado. A relação entre os diferentes grupos, portanto, ainda envolve conversas e antigas divergências que precisam ser administradas.

A possível chapa também pretende buscar apoio de Olten Ayres, apesar do episódio envolvendo a saída de José Edgard Galvão da Comissão de Ética. A aproximação faria parte de uma tentativa mais ampla de construir uma composição capaz de reunir diferentes correntes que hoje discutem os rumos da situação no clube.

Ao mesmo tempo, há conversas para atrair setores da oposição e ampliar a sustentação política da eventual candidatura. Ainda não há definição sobre quais grupos poderiam participar ou até que ponto essas conversas avançaram, mas a intenção é encorpar a composição antes de uma eventual apresentação oficial.

Situação precisa reconstruir candidatura

A necessidade de encontrar rapidamente um novo nome surgiu porque Adilson era tratado como candidato de consenso da Nova Aliança, grupo formado por Vanguarda, Somos São Paulo, Legião, Participação e Sempre Tricolor. A definição havia ocorrido apenas na véspera da desistência, depois de o empresário avaliar se conseguiria conciliar a campanha com suas atividades profissionais.

Agora, os cinco grupos voltam a discutir alternativas para a disputa presidencial. A situação havia deixado de trabalhar com a possibilidade de uma candidatura de Harry Massis Júnior, depois que o atual presidente perdeu apoio entre parte das correntes que compunham sua base política. Com a desistência de Adilson, o processo de escolha volta praticamente à estaca zero.

Enquanto isso, a oposição já possui uma composição encaminhada. Marcelinho Portugal Gouvêa será o candidato à presidência, com Eduardo Alfano como vice e Fabio Mariz concorrendo à presidência do Conselho Deliberativo, de acordo com informações já divulgadas sobre a formação da chapa.

A eventual candidatura de José Edgard Galvão ainda depende, portanto, de uma série de conversas políticas. A reunião prevista para as próximas horas será importante para verificar se os grupos interessados conseguem transformar a articulação em uma composição efetiva, definir apoios e avançar na escolha dos demais nomes.