JP Sampaio cita venda de Chermont no Santos para explicar impacto financeiro do pouco uso da base
Coordenador da base do Palmeiras cita venda de Chermont e diz ser insustentável uma folha salarial sem jovens da base Em entrevista ao canal Quadrado Mágico,...
Coordenador da base do Palmeiras cita venda de Chermont e diz ser insustentável uma folha salarial sem jovens da base
Em entrevista ao canal Quadrado Mágico, no YouTube, João Paulo Sampaio, coordenador da base do Palmeiras, citou a venda de Chermont no Santos para explicar que a conta sobre jovens jogadores não é apenas a venda, mas principalmente quanto ele custa na folha de pagamento. O dirigente explicou que é insustentável financeiramente para os clubes não dar espaço para a base.
Peixe pouco usa a base
“Chermont deve ganhar entre R$ 50 e R$ 60 mil para jogar no Santos. Aí vem um lateral mais famoso de 30 e poucos anos vai ganhar R$ 1 milhão. Então a conta não é só a venda e o que a gente gasta. A conta da gente é a folha salarial”, iniciou Sampaio.
“Artur (lateral do Palmeiras) para fazer renovação ele ganhava R$ 15 mil… Vitor Reis jogou 10 jogos no profissional do Palmeiras ganhando R$ 10 mil. Estevão ganhando R$ 100 mil. Aí você consegue trazer um grande jogador. Se sua folha salarial está alta igual a sua idade média, vai ser muito difícil. A não ser um Flamengo”, completou o dirigente.
A fala de Sampaio se encaixa perfeitamente no que vive o Santos hoje: com pouco aproveitamento das categorias de base, a folha salarial do clube paulista bate o valor de R$ 30 milhões/mês e sofre para honrar com os seus compromissos. Inclusive, a venda de JP Chermont deve ser usada para quitar parte dos atrasados em direitos de imagem, de acordo com o UOL Esporte.
Chermont, revelado na base do Peixe, não recebeu muitas chances – foram apenas 14 jogos em 2025 -, e acabou emprestado ao Coxa neste ano. Por outro lado, no ano passado, o Alvinegro Praiano contratou Mayke com cifras batendo R$ 1 milhão em salário. Justamente o exemplo citado por Sampaio.
Em 2025, o Menino da Vila teve apenas 247 minutos jogados no Brasileirão e Mayke, que chegaria ao clube em julho daquele ano, atuou em 15 jogos e bateu mil minutos em campo. Após sofrer com lesões e problema crônico no joelho, o veterano foi afastado do elenco santista e entrou na Justiça do Trabalho pedindo rescisão indireta com o Peixe por atrasos salariais.
Aperto financeiro com elenco recheado de medalhões
Outros exemplos sobre pouco aproveitamento da base estão na zaga: segundo levantamento feito pelo Bolavip Brasil, João Ananias, de 19 anos, tem apenas 13 jogos no profissional e 671 minutos em campo. João Alencar, outro jovem da base, já é relacionado para jogos, mas não soma nenhum minuto em campo no time principal.
Enquanto isso, o Santos aposta em jogadores mais veteranos na zaga, como Luan Peres, Lucas Veríssimo e Willian Arão. Além disso, Adonis Frías (28 anos) e Zé Ivaldo (29 anos), que não estão mais no elenco, somaram nesta temporada 19 e 12 jogos respectivamente em campo.
Isso aperta financeiramente o Peixe, que tem um elenco de idade elevada e sofre durante o ano inteiro com atrasos nos salários. Na última janela de transferências, o clube paulista trouxe mais nomes experientes: Lima, Rodinei, Arthur Melo, Cebolinha e Philippe Coutinho.
No elenco profissional do Santos constam 38 jogadores e, com 25 anos ou menos formados na base, há nomes como Diógenes, João Pedro, Ananias, Alencar, Vinícius Lira, Rafael Gonzaga, Davizinho, Gustavo Henrique Bontempo e Samuel Pierri.
O único titular da lista é Gabriel Bontempo, convocado recentemente para a Seleção Brasileira. Diógenes só vem atuando por causa da lesão de Gabriel Brazão e apenas 4 jogos neste ano. Esse pouco uso da base também dificulta na venda de jogadores, uma receita que sempre foi importante para o clube. O Santos já tem uma dívida de R$ 1,2 bilhão, segundo o último parecer do Conselho Fiscal.
Fonte da Reprodução:
https://br.bolavip.com/santos/sampaio-cita-chermont-impacto-santos