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Mercado da bola: Leonardo Jardim muda dinâmica e adota modelo menos centralizador no Flamengo

Treinador aposta em scout e evita confronto com diretoria nas decisões O Flamengo vive uma mudança clara de filosofia com Leonardo Jardim no comando. Diferent...

Mercado da bola: Leonardo Jardim muda dinâmica e adota modelo menos centralizador no Flamengo
Mercado da bola: Leonardo Jardim muda dinâmica e adota modelo menos centralizador no Flamengo (Foto: Reprodução)

Treinador aposta em scout e evita confronto com diretoria nas decisões

O Flamengo vive uma mudança clara de filosofia com Leonardo Jardim no comando. Diferente de modelos anteriores, o técnico adota uma postura menos centralizadora, especialmente quando o assunto envolve mercado de transferências e montagem do elenco.

A principal característica dessa nova abordagem é a divisão de responsabilidades. Jardim participa do processo, opina sobre perfis e necessidades, mas não concentra as decisões. A informação é do jornalista Bruno Andrade da ESPN.

Ele prefere trabalhar de forma integrada com o departamento de futebol, evitando conflitos e mantendo um ambiente mais alinhado nos bastidores. Esse modelo também reflete diretamente na gestão de grupo, com um treinador mais aberto ao diálogo e menos impositivo nas escolhas estratégicas do clube.

Leonardo Jardim prioriza scout e reduz protagonismo nas contratações

No modelo atual, o papel do scout ganha ainda mais importância. O departamento liderado por José Boto apresenta nomes ao treinador, que faz a avaliação final com base nas características que considera ideais para o time.

Jardim até sugere alguns jogadores, mas não atua como figura central nas negociações. Ele prefere analisar opções já mapeadas pelo clube, o que torna o processo mais coletivo e estruturado.

Essa diferença é significativa em relação ao modelo anterior, quando havia uma condução mais direta do treinador na indicação de reforços e na definição de nomes para o elenco.

Novo modelo fortalece relação interna e evita conflitos no Flamengo

A postura mais colaborativa de Jardim tem como principal efeito a harmonia interna. Ao não bater de frente com decisões da diretoria, o treinador mantém um ambiente mais estável e facilita o alinhamento entre todas as áreas do clube.

Leonardo Jardim, Bap e Boto dirigentes do Flamengo levanta a taca de campeao durante cerimonia de premiacao ao final da partida contra o Fluminense no estadio Maracana pela decisao do campeonato Carioca 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Essa dinâmica também permite maior flexibilidade no mercado, já que as decisões passam por diferentes setores antes de serem concretizadas, reduzindo riscos e aumentando a coerência do planejamento.

Com isso, o Flamengo constrói um modelo mais moderno de gestão, em que o treinador participa ativamente, mas sem concentrar o poder — um equilíbrio que pode ser decisivo ao longo da temporada.