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Opinião: Corinthians encontra esperança nos números, mas dentro de campo a realidade é outra

Corinthians não demonstra dentro de campo a reação necessária para afastar o risco de rebaixamento A matemática ainda dá ao Corinthians a possibilidade d...

Opinião: Corinthians encontra esperança nos números, mas dentro de campo a realidade é outra
Opinião: Corinthians encontra esperança nos números, mas dentro de campo a realidade é outra (Foto: Reprodução)

Corinthians não demonstra dentro de campo a reação necessária para afastar o risco de rebaixamento

A matemática ainda dá ao Corinthians a possibilidade de permanecer na Série A. Mas, sinceramente, de que adianta fazer tantas contas se o time não consegue apresentar uma reação dentro de campo? Hoje, o maior problema do time não parece estar nos números, mas no futebol que apresenta.

Enquanto o Timão tenta encontrar uma saída, adversários diretos começam a reagir. O Internacional, por exemplo, venceu o Botafogo por 3 a 0. São resultados que podem complicar ainda mais a situação do clube, principalmente porque seus concorrentes parecem demonstrar uma força de reação maior.

E não dá para ignorar o que aconteceu contra o Vasco. O time de Seedorf saiu na frente, teve a oportunidade de construir um resultado importante, mas permitiu mais uma virada. O problema não está apenas na derrota, mas na maneira como ela aconteceu. Parece que esse time simplesmente não consegue mais sustentar uma vantagem.

Corinthians encontra dificuldades até diante de adversários em crise

Contra o Vitória, na Neo Química Arena, a situação já havia sido preocupante. O adversário chegou sem nenhuma vitória fora de casa no Brasileirão e, mesmo assim, conseguiu sair com um empate. Era mais uma oportunidade de respirar na tabela, desperdiçada diante da própria torcida.

No confronto com o Vasco, a história se repetiu de outra maneira. Marino Hinestroza, que ainda não havia marcado pelo clube, fez dois gols justamente contra o Corinthians. É difícil não olhar para esses episódios e perceber como o Timão tem encontrado maneiras de complicar jogos que poderiam mudar sua situação.

E é por isso que a matemática, embora importante, já não parece suficiente para trazer tranquilidade. O Corinthians depende de uma reação que não aparece, enquanto equipes que também estavam ameaçadas começam a encontrar forças para sair dessa situação.

O fantasma de 2007 já não parece tão distante

É doloroso falar sobre rebaixamento, mas essa possibilidade precisa ser discutida. Em 2007, após 32 rodadas, o Corinthians tinha 38 pontos. Hoje, na mesma altura do campeonato, são apenas 33. Cinco pontos a menos do que aquele time que acabou disputando a Série B no ano seguinte. É assustador pensar nisso.

E existe outra diferença que chama atenção. Há relatos de que, em 2007, mesmo com todas as limitações, aquele elenco lutava até o fim. O Corinthians atual, por outro lado, parece assustado, com medo de jogar, de errar e até de tentar. É uma equipe que transmite insegurança.

Não é à toa que o aspecto emocional virou assunto recorrente no clube. O próprio Gabriel Paulista chegou a desabafar: “Eu nunca vivi essa m* em time nenhum“. A declaração diz muito sobre o tamanho da situação. Mas até quando o abalo emocional vai explicar aquilo que não acontece dentro de campo?

O torcedor corintiano vai continuar lá. Vai enfrentar o frio da sexta-feira à noite contra o Mirassol, lotar a Neo Química Arena e cantar durante os 90 minutos, porque isso nunca faltou.

Mas, por mais que doa, é preciso reconhecer a realidade. O Corinthians ainda pode escapar pela matemática, só que o futebol apresentado hoje dá muito mais motivos para temer a Série B do que para acreditar na permanência.