Opinião: Corinthians faz contato por Fábio Carille no desespero após negativa de Ramón Díaz e Sylvinho
Depois de vários técnicos recusarem assumir o comando, a diretoria do Timão foi atrás do brasileiro, que está no Al-Fayha, da Arábia Saudita Após recebe...
Depois de vários técnicos recusarem assumir o comando, a diretoria do Timão foi atrás do brasileiro, que está no Al-Fayha, da Arábia Saudita
Após receber respostas negativas de Sylvinho, Ramón Díaz e Luis Zubeldía, o Corinthians voltou a considerar Fábio Carille para o comando técnico na vaga deixada por Fernando Diniz, segundo publicou o GE nesta sexta-feira (9).
Essa possível escolha representaria o retorno de um profissional que conhece profundamente o clube, mas cujo histórico pós-saída do Timão que levanta questionamentos, algo que deveria ter sido analisado pela diretoria corinthiana neste momento.
Pelo Alvinegro Paulista, o técnico construiu sua reputação ao conquistar o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro em 2017, além de vencer novamente o estadual em 2018 e 2019. Em suas duas passagens como treinador, acumulou 183 partidas, com 86 vitórias, 56 empates e 41 derrotas, ou seja, um aproveitamento aproximado de 58,1%.
Porém, vale lembrar que a segunda passagem terminou em novembro de 2019, após uma derrota por 4 a 1 para o Flamengo e uma sequência de oito partidas sem vitória, sendo completamente diferente da primeira, onde saiu em alta.
Insucesso fora do Corinthians:
Se não bastasse isso, depois de deixar o clube, Carille trabalhou no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, na temporada 2019/20 e 2020/21, antes de voltar ao Brasil posteriormente e assumir o Santos em 2021.
Pelo rival, que vivia um momento de dificuldades, permaneceu até fevereiro de 2022, somando 26 partidas, sem sucesso. Em abril de 2022, teve uma passagem de apenas sete partidas pelo Athletico-PR, outro clube onde não ficou marcado positivamente.
Entre julho de 2022 e dezembro de 2023, Carille comandou o V-Varen Nagasaki, do Japão, em 63 partidas e, em seguida, assumiu novamente o Santos, conquistando seu único título desde então: a Série B do Campeonato Brasileiro de 2024. Naquela temporada, foram 53 partidas, 30 vitórias, dez empates e 13 derrotas, com aproveitamento de 62,8%.
Já em dezembro de 2024, assumiu o comando do Vasco, mas logo foi demitido, mais especificamente em 27 de abril de 2025, após a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Em 21 jogos, somou nove vitórias, cinco empates e sete derrotas, com aproveitamento de 50,7%.
IMAGEM CRIADA COM AUXÍLIO DA IA POR BOLAVIP BRASILPouco tempo depois, em julho de 2025, Carille assumiu o Vitória para substituir Thiago Carpini, mas sua passagem durou apenas nove partidas: uma vitória, cinco empates e três derrotas, com aproveitamento de 29,6%, marcando oito gols e sofrendo incríveis 18 nesse período, média de dois gols sofridos por jogo.
Depois desse fracasso na Bahia, o treinador aceitou trabalhar no Goiás, em outubro de 2025, na reta final da Série B: foram apenas seis partidas, com três vitórias e três derrotas, aproveitamento de 50%, não conseguindo conquistar o acesso à primeira divisão, fazendo acordo com diretoria e se despedindo do clube.
Trabalhos recentes péssimos:
Na temporada 25/26, assumiu o Damac FC, da Arábia Saudita, para tentar evitar o rebaixamento, mas terminou o trabalho com o clube rebaixado. Agora, no Al-Fayha, os números também não são animadores: até a sétima rodada, tinha apenas uma vitória, três empates e três derrotas, com sete gols marcados e 11 sofridos, ou seja, 28,6% de aproveitamento.
Analisando tudo que fez após seu sucesso pelo Corinthians, fica muito claro que uma volta nesse momento delicado seria um grande risco e um erro grave da diretoria, mesmo sabendo que as opções no mercado são escassas e que o profissional conhece o clube.