Opinião: Grêmio erra ao economizar com Everton Cebolinha e priorizar responsabilidade orçamentária
A recusa do Grêmio em fazer um esforço por Everton Cebolinha deixa o atacante perto do Santos e revolta a torcida. Veja os detalhes financeiros. A torcida gr...
A recusa do Grêmio em fazer um esforço por Everton Cebolinha deixa o atacante perto do Santos e revolta a torcida. Veja os detalhes financeiros.
A torcida gremista assiste com perplexidade e profunda frustração ao desfecho das negociações para o retorno de Everton Cebolinha. A postura rígida da diretoria em se apegar a limites orçamentários rígidos em vez de realizar um esforço financeiro por um jogador acima da média é um erro crasso de avaliação. Em um momento dramático da temporada, o Grêmio precisava abrir uma exceção para repatriar um atacante capaz de mudar o patamar técnico de um setor ofensivo completamente inoperante.
As informações de bastidores revelam que o acordo era perfeitamente viável para a grandeza do Imortal. A proposta desenhada previa contrato até o final de 2028, com vencimentos mensais de R$ 1.585.714,28, sendo R$ 1,2 milhão na primeira etapa até dezembro de 2026 e subindo para R$ 1,3 milhão a partir de janeiro de 2027. Além disso, o pacote envolvia R$ 5 milhões em luvas (com R$ 1 milhão à vista e o restante diluído), R$ 3 milhões em comissão e um gatilho de aumento para R$ 1,5 milhão em caso de vaga na Libertadores. Recusar essa engenharia por apego burocrático é ignorar as necessidades urgentes do campo.
Falta de ousadia abre espaço para rivais e enfraquece o ataque
A decisão da diretoria se torna ainda mais dolorosa para o torcedor ao observar o movimento dos concorrentes no mercado. O Santos engrenou tratativas avançadas e está prestes a fechar com o atacante por 1 milhão de euros até dezembro de 2026, pagando 50% desse valor à vista como luvas e direitos de imagem. Ver um atleta desse nível reforçar outro clube brasileiro por valores plenamente acessíveis escancara a falta de convicção da gestão gremista.
A presença de Cebolinha resolveria de imediato o maior gargalo tático do Tricolor. O setor ofensivo atual carece de desequilíbrio, drible e capacidade de retenção de bola no campo de ataque. Com Everton na ponta, os adversários seriam forçados a dobrar a marcação e reajustar todo o seu sistema defensivo, abrindo espaços vitais para os demais companheiros. Abdicar desse salto de qualidade em nome de uma austeridade rígida custará muito caro em termos desportivos.
Ao recusar a pedida e travar o negócio, o Grêmio perde a oportunidade de dar uma resposta contundente ao torcedor e ao próprio mercado. A camisa tricolor exige protagonismo e ambição, virtudes que parecem esquecidas nos bastidores da Arena neste momento de vacas magras.
Essa postura passiva lembra o desfecho recente da tentativa de retorno do volante Arthur. Naquela oportunidade, a diretoria também preferiu recuar diante das cifras exigidas e assistiu ao meio-campista acertar justamente com o Santos. Repetir o mesmo roteiro com Cebolinha prova que o clube não aprendeu a lição sobre a importância de investir em talentos decisivos.
A história vitoriosa e o impacto imediato ignorados pela direção
Não estamos falando de uma aposta ou de um nome incerto no cenário nacional. Everton Cebolinha construiu uma trajetória lendária em Porto Alegre, acumulando 273 partidas e 69 gols marcados. Foi peça central nas conquistas da Copa do Brasil de 2016, da Libertadores de 2017, da Recopa Sul-Americana de 2018 e do bicampeonato Gaúcho, desempenho que o projetou como titular absoluto da Seleção Brasileira na conquista da Copa América.
Ignorar esse retrospecto vitorioso em favor de planilhas financeiras engessadas mostra um desalinhamento perigoso com a realidade das arquibancadas. Jogadores com identificação, casca e qualidade comprovada não aparecem a todo momento no mercado. O esforço exigido estava longe de cometer uma loucura irresponsável, tratando-se de um investimento justo por um atacante de 30 anos que entregaria retorno técnico imediato.
A passividade da diretoria contrasta com a urgência vivida dentro das quatro linhas, onde o time se arrasta em atuações apáticas e sem perspectiva de evolução.
Trabalho de Luís Castro não engrena e pressão aumenta
A recusa em reforçar o elenco com um nome de peso fica ainda mais grave diante da péssima fase da equipe sob o comando de Luís Castro. O trabalho do treinador é péssimo, sem repertório tático e cobra um preço altíssimo na tabela do Brasileirão. A marca vexatória de não ter vencido nenhuma partida fora de casa reflete um time perdido, como ficou evidente na recente derrota por 1 a 0 para o Vitória no Barradão.
O Tricolor ocupa a incômoda 15ª colocação, a apenas 3 pontos da zona de rebaixamento. O desempenho em campo não justifica o discurso de cautela da diretoria, já que o elenco atual não consegue entregar resultados básicos. Sem atacantes de ponta capazes de decidir jogos individuais, a permanência de Castro no comando se torna cada vez mais insustentável perante a torcida.
Decisão na Arena: vitória sobre o Vasco é obrigação
O cenário atual transforma o próximo compromisso em um jogo de vida ou morte para os rumos do clube na temporada. O Grêmio enfrenta o Vasco da Gama neste sábado, às 16h, na Arena, em um confronto direto desesperador contra a equipe que abre o Z-4 na 17ª posição. Conquistar os três pontos é obrigação moral e única alternativa para evitar a entrada definitiva na zona de degola.
Com o mercado fechando as portas para grandes nomes por falta de convicção da diretoria, a cobrança sobre o grupo atual e a comissão técnica será implacável. O torcedor fará a sua parte lotando a Arena, mas a margem de erro acabou. No sábado, apenas a vitória interessa para estancar a crise instalada no Humaitá.
Qual é a sua opinião, torcedor gremista? A diretoria errou em não fazer esse esforço por Everton Cebolinha ou o clube agiu certo? Deixe seu comentário nas nossas redes sociais!
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