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Opinião: José Boto faz trabalho sem criatividade no Flamengo e já gastou R$ 900 milhões em reforços

Diretor português foi contratado em 2025 pela gestão de BAP como uma novidade no futebol brasileiro, mas faz um trabalho mediano Assim que assumiu o Flamengo...

Opinião: José Boto faz trabalho sem criatividade no Flamengo e já gastou R$ 900 milhões em reforços
Opinião: José Boto faz trabalho sem criatividade no Flamengo e já gastou R$ 900 milhões em reforços (Foto: Reprodução)

Diretor português foi contratado em 2025 pela gestão de BAP como uma novidade no futebol brasileiro, mas faz um trabalho mediano

Assim que assumiu o Flamengo, o presidente BAP anunciou a contratação de José Boto, português de 60 anos. Foi uma grande novidade no mercado da bola e ele chegou com o cartaz de ter muito conhecimento na área de scout.

O dirigente atuou por muito tempo como chefe de scout no Benfica e a sua chegada ao Mengão cercou muita expectativa por ser um estrangeiro. Mas ele mostra um trabalho mais do mesmo ou até pior que outros profissionais brasileiros. Faz pressão na arbitragem, pouca criatividade no mercado e gasta muito em reforços.

O Flamengo foi campeão ano passado pela estrutura financeira que tem desde meados de 2015, e pelo trabalho do técnico Filipe Luís, demitido em março deste ano. E não pela atuação mediana de José Boto.

Trabalho nada inovador e gastos em reforços

Boto até tentou contratar um nome desconhecido quando começou a sua passagem pelo Flamengo e trouxe Juninho, que estava no Qarabag. Mas o atacante não vingou no Mengão e deixou o clube em dezembro de 2025 para o Pumas, do México.

Desde então, o dirigente aposta em contratações de jogadores caros e o balanço do primeiro trimestre de 2026 do Fla mostra que o clube gastou R$ 900 milhões em reforços. Só a chegada de Lucas Paquetá custou R$ 315 milhões – contando em direitos econômicos, luvas e intermediadores do negócio.

O zagueiro Vitão, reserva no time de Leonardo Jardim, custou na operação total cerca de R$ 81 milhões. Falta ao Rubro-Negro se criativo no mercado e buscar negócios mais baratos. O exemplo está no próprio Flamengo da época de Marcos Braz, que mesmo podendo ser passível de críticas, conseguiu trazer por empréstimo nomes como Gabigol e Pedro.

Loucura por Almada não se justifica

O Flamengo pagou cerca de R$ 78 milhões em Jorge Carrascal em agosto do ano passado e, agora, fala em vender o jogador. Tanto que o CRF tem negociações em andamento com Thiago Almada, da Seleção da Argentina. O meia do Atlético de Madrid é um ótimo jogador, mas não vale um leilão.

São erros seguidos de avaliações no Fla em contratações. Outro exemplo é o gasto com o lateral-direito Emerson Royal, que não vingou em nenhum time da Europa. Por mais que o clube carioca tenha dinheiro, o trabalho de José Boto está aquém do esperado e não há necessidade de pagar valores absurdos em várias negociações.