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Opinião: Renato escancara o legado nefasto de Luís Castro e o torcedor do Grêmio só pode concordar

Renato Portaluppi escancarou os problemas deixados por Luís Castro no Grêmio ao expor a falta de treinos e os erros do departamento de futebol. Sem meias de c...

Opinião: Renato escancara o legado nefasto de Luís Castro e o torcedor do Grêmio só pode concordar
Opinião: Renato escancara o legado nefasto de Luís Castro e o torcedor do Grêmio só pode concordar (Foto: Reprodução)

Renato Portaluppi escancarou os problemas deixados por Luís Castro no Grêmio ao expor a falta de treinos e os erros do departamento de futebol. Sem meias de criação e na zona de rebaixamento, o Imortal paga o preço de escolhas equivocadas na reta final do Brasileirão.

Ao afirmar que fez em duas semanas o que não foi trabalhado em nove meses, o treinador do Tricolor expõe o colapso tático e a omissão da diretoria.

O empate em 1 a 1 diante do Remo, no Estádio Mangueirão, deixou um gosto amargo e escancarou mais uma vez o drama do Imortal no Campeonato Brasileiro. Mas foi na entrevista coletiva que Renato Portaluppi deu o recado mais lúcido e verdadeiro sobre a real situação do clube: o trabalho da comissão técnica anterior devastou o elenco e exigirá um esforço descomunal para evitar a tragédia.

Questionado sobre o aproveitamento do período de treinos na Data FIFA, Renato desabafou com a sinceridade que o torcedor gremista precisava ouvir. “Foi feito o que não foi feito em nove meses. Você acha que em 15 dias eu vou chegar com a varinha mágica e corrigir tudo? Tem muita coisa para corrigir”, disparou o treinador. E ele está coberto de razão.

É impossível discordar da leitura do atual comandante. O rastro de destruição tática e física deixado por Luís Castro é visível a cada minuto em que a equipe entra em campo. Foram nove meses de um futebol burocrático, sem intensidade e desprovido de convicções básicas de organização.

A bola não é uma dinamite: a falta de calma na área

Durante a partida em Belém, o Grêmio abriu o placar e teve chances cristalinas para matar o jogo, mas vacilou por pura aflição e precipitação no setor ofensivo. A tomada de decisão dos atacantes reflete a falta de treino e de confiança acumulada ao longo da temporada.

Renato voltou a cobrar tranquilidade dos seus comandados ao analisar os gols perdidos. “A bola não é uma dinamite, não é uma bomba. Não se livrem da bola rapidinho, procurem fazer o melhor passe, a melhor jogada. Tenham calma para fazer a jogada”, orientou o técnico, lembrando que a bola pune quem não liquida a fatura.

O erro crasso do departamento de futebol

Para além das falhas do ex-treinador no campo, é preciso apontar a responsabilidade direta da diretoria. O departamento de futebol errou gravemente ao permitir que Luís Castro dispensasse, praticamente, todos os meias de criação do elenco profissional.

Faltou uma direção forte e capacitada, capaz de ler as reais carências do time e intervir antes do colapso. A diretoria deveria ter evitado a saída de atletas que poderiam fazer a função de articulação ou, no mínimo, ter cobrado do antigo treinador que desse oportunidades a outros nomes assim como insistia exaustivamente com o atacante Tetê.

Sem meias de origem, restou improvisar Krovinovic na função. Contudo, o croata nunca foi um articulador avançado. Trata-se de um jogador de passe curto, qualificado para a liberação do setor e organização inicial, mas totalmente desprovido da capacidade de dar o passe entre linhas e pifar os atacantes. A incapacidade da direção em enxergar essa limitação cobrou um preço altíssimo.

Gre-Nal 455 vira decisão absoluta no Z-4

Diante desse cenário de reconstrução às pressas, o Grêmio não tem mais tempo para lamentar o passado. O próximo compromisso será um dos clássicos mais dramáticos dos últimos anos.

O Tricolor volta a entrar em campo no próximo domingo, dia 11, para disputar o Gre-Nal 455, às 17h30min, na Arena, em partida válida pela 30ª rodada do Brasileirão. O confronto direto vale muito mais do que a rivalidade histórica.

Com o tropeço no Pará, o Imortal caiu para a 18ª colocação com 30 pontos, figurando logo atrás do rival, que ocupa o 17º lugar com 31 pontos. O Vasco, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, soma 32 pontos. No domingo, vencer não é apenas uma necessidade matemática, é uma obrigação moral para salvar o ano.