Oposição articula impeachment de Massis no São Paulo
Grupo do Conselho Deliberativo se mobiliza contra presidente após conflitos internos A crise política no São Paulo ganhou um novo capítulo. Um grupo de opos...
Grupo do Conselho Deliberativo se mobiliza contra presidente após conflitos internos
A crise política no São Paulo ganhou um novo capítulo. Um grupo de oposição dentro do Conselho Deliberativo, identificado como STP, iniciou a articulação de um pedido de impeachment contra o presidente Harry Massis Júnior.
O movimento acontece em meio a um ambiente conturbado nos bastidores do clube, marcado por divergências políticas e disputas internas. O principal argumento avaliado pela oposição é o de gestão temerária, apontando a ligação de Massis com a administração anterior, comandada por Julio Casares, que também enfrentou processo semelhante antes de renunciar.
A insatisfação envolve decisões recentes, incluindo a manutenção de nomes ligados à gestão passada e conflitos em pautas discutidas no Conselho Deliberativo.
Conflito interno amplia crise
O cenário se agravou ainda mais após uma movimentação do próprio Massis. O presidente protocolou um pedido de expulsão contra Olten Ayres de Abreu, também sob a alegação de gestão temerária.
A ação intensificou o clima de instabilidade política no clube, evidenciando um racha interno entre lideranças e aumentando a tensão entre os grupos de poder.
Harry Massis Junior durante apresentacao oficial de Rafinha como gerente esportivo do Sao Paulo em coletiva de imprensa realizada no CT Barra Funda. Foto: Marcello Zambrana/AGIFPara que o pedido de impeachment avance, são necessárias pelo menos 50 assinaturas de conselheiros para convocação de uma reunião extraordinária. Caso esse número seja atingido, o tema será levado ao plenário do Conselho Deliberativo para discussão inicial.
Próximos passos do processo
Se aprovado internamente, o presidente pode ser afastado do cargo ainda nessa etapa. Na sequência, o processo seguiria para a Assembleia Geral dos sócios, responsável pela decisão final, em um rito semelhante ao que ocorreu no caso de Casares.
O episódio reforça o momento turbulento vivido pelo São Paulo fora de campo, com a política interna voltando ao centro das atenções.