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Palmeiras e Santos empatam no Allianz, e Corinthians dispara na liderança do Brasileirão

Com uma jogadora a menos, Palmeiras empata sem gols com o Santos; resultado deixa o Corinthians isolado na liderança do Brasileirão Palmeiras e Santos ficaram...

Palmeiras e Santos empatam no Allianz, e Corinthians dispara na liderança do Brasileirão
Palmeiras e Santos empatam no Allianz, e Corinthians dispara na liderança do Brasileirão (Foto: Reprodução)

Com uma jogadora a menos, Palmeiras empata sem gols com o Santos; resultado deixa o Corinthians isolado na liderança do Brasileirão

Palmeiras e Santos ficaram no 0 a 0 na noite desta segunda-feira (27), encerrando a oitava rodada do Brasileirão Feminino em um Allianz Parque pulsante. O clássico paulista foi marcado por um equilíbrio estratégico e alta voltagem física, onde as donas da casa, mesmo em desvantagem numérica durante a maior parte do confronto, ditaram o ritmo ofensivo. O empate, contudo, acabou sendo mais celebrado pelo rival Corinthians, que agora respira sozinho na liderança isolada da competição.

Com o ponto somado, o Palmeiras atingiu os 17 pontos e retomou a vice-liderança, ultrapassando o São Paulo nos critérios de desempate. Entretanto, a distância para o topo aumentou: as Palestrinas agora veem o Corinthians abrir dois pontos de vantagem. Já o Santos, que atravessa um momento de transição técnica, chegou aos 11 pontos e ocupa a décima posição, seguindo na caça ao G-8 para garantir vaga na próxima fase.

O lance que mudou o roteiro da partida aconteceu aos 36 minutos do primeiro tempo. A defensora Poliana recebeu cartão vermelho direto após puxar o cabelo de Evelin em uma disputa de jogada, deixando o Palmeiras com dez atletas precocemente. A expulsão forçou a técnica Rosana Augusto a reorganizar o sistema defensivo, sacrificando parte da criação para manter a segurança lá atrás, enquanto o Santos tentava, sem sucesso, aproveitar a superioridade numérica.

Palmeiras pressiona mesmo com uma a menos

Surpreendentemente, a desvantagem no placar de jogadoras não impediu o ímpeto alviverde. No segundo tempo, o Palmeiras se lançou ao ataque e construiu as oportunidades mais claras de gol. Aos 26 minutos, Pati Maldaner subiu mais alto que a zaga santista e testou firme, mas a bola carimbou a trave, levantando a torcida no Allianz. A postura corajosa das mandantes evidenciou a insistência em buscar a vitória mesmo sob condições adversas.

A pressão continuou e, aos 34 minutos, Bia Zaneratto exigiu uma defesa espetacular da goleira Tati Amaro em finalização rasteira. O drama persistiu até os acréscimos: aos 48 minutos, Tainá Maranhão teve a bola do jogo nos pés, mas novamente a trave salvou o Santos. O grito de gol ficou entalado na garganta da torcida palmeirense, que viu sua equipe ser superior técnica e fisicamente apesar das circunstâncias.

Tainá Maranhão se destaca na reta final. Foto: Marco Miatelo/AGIF

Pelo lado santista, o empate foi encarado como um resultado de resistência. Sob comando interino e enfrentando um dos elencos mais fortes da liga fora de casa, o Peixe priorizou a solidez defensiva e as transições lentas para esfriar o jogo. Embora tenha faltado agressividade para converter a vantagem numérica em gols, somar um ponto em um clássico tradicional serve como alento para o início de trabalho da nova comissão técnica.

Próximos desafios das equipes

Sem tempo para lamentações, as equipes já miram a nona rodada. O Palmeiras viaja para encarar o Bahia no sábado (2), às 16h, na Arena Fonte Nova, precisando vencer para não deixar o Corinthians escapar. Já o Santos recebe o Internacional na sexta-feira (1º), às 16h, na Vila Belmiro, em um duelo direto pela aproximação ao G-8. A evolução na tabela agora depende da capacidade de recuperação física após o desgaste intenso do clássico.