Palmeiras se reapresenta nesta sexta: 5 pontos que precisa resolver na Data FIFA
Verdão terá duas semanas de trabalho antes da reta decisiva da temporada e Abel Ferreira precisa corrigir problemas que vão muito além da parte física O P...
Verdão terá duas semanas de trabalho antes da reta decisiva da temporada e Abel Ferreira precisa corrigir problemas que vão muito além da parte física
O Palmeiras se reapresentou na Academia de Futebol nesta sexta-feira (25), após cinco dias de folga desde o empate sem gols com o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro. O período sem jogos é uma oportunidade rara para Abel Ferreira recuperar fisicamente o elenco, ajustar a equipe e, principalmente, colocar a casa em ordem antes de uma sequência que prevê dez partidas em aproximadamente um mês.
A comissão técnica ainda terá tempo para trabalhar jogadores que estão no departamento médico, caso de Paulinho, que tem boas chances de estar à disposição contra o Bahia, em 8 de outubro.
Ao mesmo tempo, oito atletas estarão envolvidos com suas respectivas seleções: Gustavo Gómez, Maurício, Ramón Sosa, Piquerez, Emiliano Martínez, Jhon Arias, Giay e Flaco López. Diante desse cenário, o Bolavip Brasil lista cinco pontos que o Palmeiras precisa trabalhar nesta Data FIFA.
1. Recuperar a cabeça fria — de verdade
O Palmeiras que pretende seguir no topo não pode repetir os apagões que marcaram o período pós-Copa. A equipe chegou a abrir sete pontos de vantagem sobre o Flamengo no Brasileirão e acabou perdendo a liderança. Na Libertadores, a virada sofrida diante da LDU também expôs um time emocionalmente vulnerável em um momento decisivo. Durante anos, Abel transformou o “cabeça fria, coração quente” em uma marca do elenco. Agora, é preciso recuperar esse espírito antes que os erros custem novamente um título.
2. Encontrar espaço para três no meio-campo
Embora Abel tenha demonstrado preferência pela linha com três zagueiros, os melhores momentos recentes do Palmeiras vieram quando Lucas Evangelista se juntou a Andreas Pereira e Marlon Freitas no meio. Contra o Grêmio, mesmo sem vencer, o Verdão mostrou mais repertório, alternando jogadas pelos lados, infiltrações, tabelas, pressão alta e construção por dentro. Assim como encontrou uma solução com Flaco López e Vitor Roque na reta final de 2025, Abel precisa ter coragem para consolidar a formação que melhor responde atualmente.
3. Parar de escalar por gratidão
Piquerez é um dos líderes do elenco e tem história importante no Palmeiras, mas isso não pode ser suficiente para garantir uma vaga entre os titulares. Desde que voltou da Copa e de um período de recuperação após cirurgia no tornozelo, o uruguaio não conseguiu repetir seu melhor futebol. A falta de amplitude pela esquerda deixa o time ‘torto’ e concentra a construção ofensiva no lado direito, enquanto erros defensivos também apareceram. Arthur vem pedindo passagem há algum tempo. Na volta da Data FIFA, Abel precisará escolher pelo momento — não pelo passado.
4. Recuperar Flaco López
Criticar Flaco pode parecer contraditório quando se olha para os números: são 21 gols na temporada e a artilharia do Palmeiras. Mas o argentino atravessa uma sequência de sete partidas sem participação direta em gols e perdeu confiança justamente quando o time mais precisará de sua capacidade de decisão. Flaco voltou a prender a bola em excesso, reclamar de contatos mínimos e desaparecer em alguns momentos das partidas. Recuperar o atacante mental e tecnicamente precisa ser uma das prioridades de Abel para a reta final.
5. Abel também precisa manter a cabeça fria
Por fim, existe uma cobrança que precisa começar pelo próprio comandante. Abel Ferreira já soma nove partidas fora do banco de reservas entre os 56 jogos disputados pelo Palmeiras na temporada até aqui, e esse número chegará a 11 após as próximas suspensões. Contra o Bahia, na volta da Data FIFA, ainda estará suspenso pelo Brasileirão e só poderá retornar contra o Corinthians. Na Libertadores, também não estará à beira do campo no primeiro jogo da semifinal contra o Fluminense, no Maracanã. O Palmeiras precisa de seu treinador nos momentos decisivos. Portanto, professor: cadê a cabeça fria? Ou o “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” também vale para o Abel?