Problema tático e baque mental preocupam Pedro Emanuel após revés do Vasco
O divisor de águas: como um único gol desarmou toda a estratégia vascaína O domínio inicial ruiu em segundos, revelando a falta de poder de reação do ele...
O divisor de águas: como um único gol desarmou toda a estratégia vascaína O domínio inicial ruiu em segundos, revelando a falta de poder de reação do elenco
Em confronto direto na luta contra o rebaixamento do Brasileirão, o Vasco foi derrotado pelo Santos por 3 a 0 em pleno São Januário. Ao analisar a partida, Pedro Emanuel dividiu a atuação da equipe carioca em dois momentos distintos: antes e depois do gol de Gabriel Barbosa, que abriu o caminho para a vitória santista.
Para o treinador, a equipe sentiu o impacto psicológico ao sofrer o primeiro gol. Emanuel enfatizou que o fator mental tem o mesmo peso que o tático e o físico no futebol, além de lamentar a ineficiência do ataque. O confronto seguiu o roteiro recente do Cruzmaltino: boas chances construídas, mas nenhuma convertida em gol.
“Hoje tivemos dois jogos. Um jogo até levarmos o primeiro gol, nós sabíamos que teríamos dificuldades contra o Santos, é natural. Nos preparamos para ter a bola e não permitir contra-ataques, acho que o conseguimos fazer (até o primeiro gol). A diferença tem a ver com eficácia”, iniciou Pedro Emanuel.
“Tivemos oportunidades e não conseguimos fazer, já sei que vocês vão me perguntar isso (falta de gols), é preocupante para nós. Não marcamos há três jogos. De fato criamos muitas oportunidades, hoje essas podiam levar ao conforto que deu o conforto ao Santos. O jogo pode se transformar em um paraíso ou um pesadelo”, desabafou o treinador.
A preocupante ineficiência ofensiva do Vasco
Além da situação mental, apontada como um ponto fraco, determinante para a derrota, o treinador vascaíno também foi enfático ao expor a ineficiência do setor ofensivo: “Normalmente, nós tendemos a analisar o jogo de uma forma geral, mais completa. E, até o momento em que sofremos o gol, estávamos claramente por cima no jogo. As alterações que eu faço são no sentido de injetar energia, de nos dar um pouco mais de profundidade, de podermos empurrar um pouco mais o Santos para trás, mesmo tendo criado logo no início duas ou três situações. Eu me lembro, assim de cabeça, do Tchê Tchê logo no início do segundo tempo, lembro do Robert com um cruzamento”
“Agora, não conseguimos ser eficazes. E isso, só com trabalho. E digo já: nem ontem achava que éramos a melhor equipe do mundo, nem hoje acho que somos a pior. Sabemos qual é o nosso caminho. Sabemos que temos esses tropeços duros, são muito duros, não vou mentir. Estou com o mesmo sentimento com que toda a nossa torcida saiu daqui do estádio. Acho que fizemos o suficiente, mas, no fim, esse resultado é penalizador demais. Mas é a realidade, e temos que seguir em frente”, completou.
Emanuel preocupado em queimar a base
Indagado sobre a possibilidade de dar mais espaço para a base no setor ofensivo, Emanuel ponderou sobre os perigos de se queimar etapas: “Nós percebemos perfeitamente a qualidade que temos na base. Mas não quero queimar etapas. Eu quero promover a base, dando oportunidades nos momentos certos. Acredito muito que há qualidade ali”.
“Alguns treinam conosco e tem muita gente boa ali. Não são só o futuro, mas serão o presente do Vasco. Hoje era um jogo muito específico, a ideia era fazer algo e às vezes surge um revés, que foi o gol (do Santos), que altera o comportamento da equipe. Tínhamos tempo para alterar o rumo dos acontecimentos, e vamos melhorar nisso. O primeiro gol foi penalizador para nós. Estávamos bem confortáveis, e às vezes o excesso de confiança faz mal no futebol”, finalizou.