Raphinha se mantém titular de Ancelotti por sua intensidade sem a bola
Mesmo criticado por um jejum longo de gols, Raphinha tem importância de peso em plano estratégico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Destaque absoluto n...
Mesmo criticado por um jejum longo de gols, Raphinha tem importância de peso em plano estratégico da Seleção Brasileira na Copa do Mundo
Destaque absoluto no Barcelona e cotado entre os melhores do mundo, Raphinha enfrenta um cenário oposto na Seleção Brasileira: já são 15 meses e 8 partidas sem balançar as redes. Embora o jejum venha gerando questionamentos e críticas por parte da torcida, o atacante mantém o prestígio em alta com o técnico Carlo Ancelotti.
Essa forte sustentação nos bastidores se justifica pela sua entrega tática e pelo intenso trabalho sem a bola, virtudes que ficaram evidentes logo na estreia do Brasil na Copa do Mundo, diante da equipe do Marrocos.
Raphinha em ação no duelo contra o Marrocos – (Photo by Darrian Traynor/Getty Images)“Raphinha pode jogar em todas as posições na frente, porque a sua história diz isso. Começou à direita com o Bielsa, no Leeds. Começou em Barcelona à direita e depois jogou à esquerda e jogou sempre muito, muito bem. E vai jogar muito bem também aqui”, chancelou Ancelotti após o empate de 1 a 1.
O atacante foi o líder absoluto da Seleção no quesito pressão sem a bola: acionou a marcação em 47 oportunidades. O volume impressiona e o coloca bem à frente de outros pilares do ataque, superando Vinicius Jr. (segundo colocado, com 39 ações) por oito desarmes/pressões, e Lucas Paquetá (terceiro na lista, com 34) por uma diferença de 13 investidas. Vale ressaltar que a informação é do porta Uol Esporte.

Além do combate na marcação, o atacante do Barcelona sobrou no aspecto físico: foi o atleta que mais quilometragem acumulou em campo pelo Brasil, totalizando 11,7 km percorridos. Raphinha também liderou o elenco no quesito intensidade, sendo o jogador que passou mais tempo nas três faixas de maior velocidade monitoradas pela FIFA — todas acima dos 25 km/h.
Embora ainda persiga o brilho e a contundência que o consagram na Espanha, Raphinha blinda sua vaga na Seleção graças a um trabalho tático irrepreensível. Sua capacidade de pressionar, somada a uma potência física impressionante, garante sua estabilidade no grupo. Trata-se de um investimento de longo prazo: a comissão técnica absorve o momento oscilante por entender que, assim que o atacante sintonizar sua reconhecida capacidade de desequilíbrio ofensivo, o Brasil ganhará uma arma letal.
Respaldado por esses atributos, o atacante do Barcelona tende a ser mantido na formação inicial da Seleção Brasileira para o confronto desta noite contra o Haiti, na Filadélfia, agendado para as 21h30 (de Brasília). No retrospecto geral com a amarelinha, Raphinha contabiliza 11 gols em 40 exibições, buscando quebrar um incômodo jejum: sua última bola na rede aconteceu em março do ano passado, no triunfo por 2 a 1 sobre a Colômbia.
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