Renato Gaúcho diz que Jhon Arias não será goleador no Palmeiras e reprova colocá-lo como camisa 10
Treinador deu entrevista ao portal The Football e respondeu uma série de perguntas envolvendo o colombiano do Verdão O Palmeiras venceu a concorrência e con...
Treinador deu entrevista ao portal The Football e respondeu uma série de perguntas envolvendo o colombiano do Verdão
O Palmeiras venceu a concorrência e confirmou a contratação de Jhon Arias, acreditando que essa é a contratação que faltava ao setor ofensivo, até porque agora terá muita velocidade e qualidade na beirada do campo.
Quem já comandou o colombiano foi Renato Gaúcho, atualmente sem clube. Em entrevista ao portal The Football, o treinador abriu o jogo sobre características e também fez uma avaliação de quando ambos estavam no Fluminense.
Confira a entrevista do The Football:
Como era o Arias no Fluminense?
“Ele sempre foi um cara muito profissional. Não ficava fora de treinamentos nem de jogos. Ele queria jogar todas as partidas. Não me lembro de ter tido problemas com ele em relação a isso”, iniciou.
E como você entende que o Arias pode render mais no Palmeiras, sob o comando de Abel?
“Pelo lado direito. Foi nesse setor que ele mais rendeu comigo no Fluminense. O Arias protege muito bem a bola. É um jogador forte, que arrasta a marcação e é muito difícil tomar a bola dele. Comigo ele ficava mais pela direita”, apontou.
Mas ele pode jogar também no meio?
“Ele gosta de circular, tem facilidade para fazer isso. Sabe jogar com mais liberdade também, mas essa é uma outra característica. Eu ainda prefiro o Arias pela direita. Ele não fica fixo no meio, tampouco tem uma disputa de um para um. Ele não é um driblador, mas tem força no combate. É difícil ele perder a bola. E usa sua força para circular e proteger a bola”, detalhou o treinador.
Jhon Arias foi muito bem pelo Fluminense – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF.Então, ele pode atuar nas duas?
“Depende de como o Abel (técnico do Palmeiras) vai armar o Palmeiras. Ele já fez também comigo o trabalho pelo lado esquerdo, numa volta marcando e recompondo o setor. Vai depender do Abel. Ele é inteligente e vai saber usar o jogador da melhor maneira possível“, elogiou.
Já ouvi dizer que o Arias é uma pessoa tímida. Como ele era com você nesse sentido? E no vestiário do Flu?
“Ele era solto. Eu brincava com ele e os outros também. A timidez pode existir, mas ele nunca deixou de fazer as coisas por causa disso. Sempre treinou bem. Não me lembro mesmo de ele ter ficado fora de algum treino“, contou.
O que não dá para esperar dele no Palmeiras?
“O Arias não é um goleador. Não é um atacante de fazer muitos gols. Mas ele leva o marcador, arrasta o cara para o fundo. Ele também não tem a habilidade do drible curto (o Palmeiras tinha Estêvão na direita, que gostava do drible e tinha muita facilidade com o fundamento, assim como Allan, seu substituto)”, disse.
Por que você acha que o Arias não deu certo na Inglaterra?
“Pode ser por vários motivos, desde a adaptação ao país até a maneira como o treinador (Rob Edwards) o escalava. O time dele, o Wolverhampton, está para cair, é um dos últimos da tabela… Tem de saber como o treinador o via ou se imaginava que ele tivesse uma característica ou outra, a função que poderia escalar o jogador… Por isso, eu sempre defendo que o técnico tem de conversar com o atleta”, opinou o técnico.
Você então conversou com o Arias quando ele deixou o Fluminense?
“Ele me pediu para ajudá-lo. Ele queria jogar na Europa. Disse que tinha esse sonho. Ele me pediu para falar com o presidente do clube. Eu o ajudei. Ele queria ser vendido. O Arias me disse: ‘meu sonho é jogar na Europa’”, revelou.
Ele foi o seu melhor jogador no Mundial de Clubes da Fifa?
“Ele foi muito bem no Mundial (o Flu, de Arias e Renato Gaúcho, chegou à semifinal e foi eliminado pelo Chelsea, que ganhou a competição). E vai se dar bem no Palmeiras também. Vai depender do Abel, claro, de como ele vai armar o time taticamente. Mas o Abel é muito inteligente e vai saber usá-lo”, finalizou.