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Ruan Tressoldi cobra R$ 14 milhões do SPFC por negligência médica e cirurgia no cartão

Cirurgia parcelada no cartão e falta de seguro obrigatório geram nova cobrança Desamparo contratual forçou o defensor a custear o próprio procedimento cirÃ...

Ruan Tressoldi cobra R$ 14 milhões do SPFC por negligência médica e cirurgia no cartão
Ruan Tressoldi cobra R$ 14 milhões do SPFC por negligência médica e cirurgia no cartão (Foto: Reprodução)

Cirurgia parcelada no cartão e falta de seguro obrigatório geram nova cobrança Desamparo contratual forçou o defensor a custear o próprio procedimento cirúrgico

O zagueiro Ruan Tressoldi move uma ação trabalhista de R$ 14 milhões contra o São Paulo, acusando o clube de negligência médica durante sua passagem entre janeiro e junho de 2025. O jogador afirma que foi escalado mesmo sentindo dores e com exames atestando uma lesão no joelho direito, além de ter tido uma cirurgia indispensável adiada pela equipe.

A petição aponta ainda que o Tricolor o submeteu a um procedimento médico classificado como experimental pelo Conselho Federal de Medicina na ocasião. Somado ao tratamento inadequado, Tressoldi alega descumprimento de obrigações legais e financeiras, citando a falta do seguro obrigatório para atletas e atrasos nos pagamentos de direitos de imagem.

Em sua defesa no processo, o São Paulo rebate as acusações de Ruan Tressoldi e assegura que prestou assistência integral ao zagueiro. O clube argumenta que o atleta passou por acompanhamento médico contínuo, incluindo exames periódicos, sessões de fisioterapia e consultas com especialistas do setor.

Com base nesses cuidados, a diretoria são-paulina nega categoricamente qualquer tipo de negligência, abandono ou conduta que tenha agravado a lesão no joelho do jogador. O Tricolor sustenta que todos os procedimentos adotados durante a passagem do defensor respeitaram os padrões profissionais exigidos. A informação é do portal Uol Esporte.

Zagueiro afirma que entrou em campo lesionado

Na ação, Ruan Tressoldi relata ter jogado lesionado contra Libertad e Náutico mesmo após dores contra o Palmeiras e exames confirmando lesões no joelho. Ele alega ter passado por tratamento experimental, cirurgia adiada por disputas financeiras e ausência do seguro obrigatório de atleta para arcar com o procedimento. Liberado pelo São Paulo em 30 de junho ao término do empréstimo sem operar, Tressoldi custeou a própria cirurgia em julho, parcelando o valor em quatro vezes no cartão. Já o Tricolor afirma ter tentado sem sucesso negociar sua permanência com o Sassuolo.

O São Paulo argumenta no processo que o atleta dispunha de um plano de saúde de cobertura premium, com acesso a instituições como o Hospital Albert Einstein, o que garantia total assistência para seus tratamentos. O clube ainda quitou R$ 444 mil em verbas rescisórias, embora Tressoldi alegue ter ficado com três meses de direitos de imagem em atraso durante o período. No total, o zagueiro exige R$ 13,7 milhões na Justiça. O montante inclui R$ 540 mil em direitos de imagem atrasados, R$ 420 mil em verbas rescisórias, R$ 26,4 mil para ressarcir despesas médicas, R$ 4,5 milhões em indenização por danos morais e R$ 450 mil adicionais.

Tricolor rebate e nega as acusações

O Tricolor sustenta na Justiça que cumpriu todas as suas obrigações legais, garantindo o pagamento das verbas rescisórias em dia e o acompanhamento médico completo ao atleta. O clube nega qualquer negligência, afirmando que o zagueiro recebeu todo o suporte profissional necessário para o seu tratamento.

O caso ocorre em um momento conturbado do Tricolor, que enfrentou uma grave crise de lesões em 2025, somando 65 jogadores machucados ao longo da temporada. O departamento médico da equipe também viveu instabilidades no período, marcadas por crises de comando, conflitos de filosofia de trabalho e turbulências políticas na gestão do clube.