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SAF do Vasco pode ser vendida por R$ 1,5 bilhão, diz Rodrigo Mattos

Segundo Rodrigo Mattos, valor efetivo da compra depende das dívidas e do pagamento à antiga controladora Os sócios do Vasco aprovaram a venda de 90% das aç...

SAF do Vasco pode ser vendida por R$ 1,5 bilhão, diz Rodrigo Mattos
SAF do Vasco pode ser vendida por R$ 1,5 bilhão, diz Rodrigo Mattos (Foto: Reprodução)

Segundo Rodrigo Mattos, valor efetivo da compra depende das dívidas e do pagamento à antiga controladora

Os sócios do Vasco aprovaram a venda de 90% das ações da SAF à Almirante S.A., empresa ligada a Marcos Lamacchia. A proposta recebeu 4.675 votos favoráveis e 437 contrários, mas a negociação ainda depende de uma análise da CBF sobre possíveis restrições relacionadas a conflito de interesses.

Após a aprovação, o valor da operação passou a ser discutido dentro do clube. Integrantes da cúpula vascaína mencionaram uma negociação de R$ 4 bilhões, mas, segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, esse número não representa necessariamente o montante efetivo da compra.

Em análise publicada neste sábado (24), Rodrigo Mattos explica que parte dos valores previstos no acordo corresponde a investimentos futuros e compromissos financeiros da nova empresa. Por isso, esses recursos não devem ser contabilizados integralmente como pagamento pela aquisição da SAF.

Rodrigo Mattos detalha os valores envolvidos na negociação

Segundo Rodrigo Mattos, o acordo prevê R$ 500 milhões em aportes para o futebol ao longo de cinco anos, além de R$ 120 milhões para um centro de treinamento e R$ 30 milhões para a estrutura das categorias de base. A Almirante S.A. também deverá auxiliar no pagamento das dívidas do Vasco, estimadas em R$ 1,3 bilhão, e cobrir déficits previstos em R$ 300 milhões por ano durante cinco anos.

O jornalista também destaca que um empréstimo de R$ 80 milhões feito pela Crefisa ao Vasco será convertido em 10% das ações da SAF. Além disso, há dúvidas sobre o tratamento de outros empréstimos e sobre os valores que serão destinados à 777 Partners, antiga controladora da empresa.

Valor efetivo da compra pode ser menor que R$ 4 bilhões

Na avaliação de Rodrigo Mattos, os investimentos no futebol, a cobertura dos déficits e a construção dos centros de treinamento não representam pagamentos aos antigos acionistas, pois os recursos serão aplicados na própria operação. Considerando as dívidas, a participação da Crefisa e o valor a ser pago à 777 Partners, o jornalista aponta que a compra pode ficar em torno de R$ 1,5 bilhão, dependendo dos termos dessa última parte do acordo.

Além do valor da negociação, conselheiros contrários à venda demonstram preocupação com a ausência de uma cláusula que permita ao Vasco retomar o controle da SAF em caso de descumprimento contratual. Segundo a análise, essa previsão existia no acordo anterior com a 777, mas não está presente nos termos apresentados para a nova gestão.