São Paulo: Calleri e Arboleda podem deixar de ocupar vaga de estrangeiro em 2027
Argentinos e equatoriano já atendem aos requisitos para buscar a cidadania brasileira e podem deixar de ser contabilizados a partir de 2027 O São Paulo pode ...
Argentinos e equatoriano já atendem aos requisitos para buscar a cidadania brasileira e podem deixar de ser contabilizados a partir de 2027
O São Paulo pode encontrar uma solução interna para lidar com a redução gradual do limite de estrangeiros no futebol brasileiro. Calleri e Arboleda já atendem aos requisitos para solicitar a cidadania brasileira e, caso concluam o processo, deixarão de ocupar vagas destinadas a atletas estrangeiros nas competições nacionais.
A possibilidade ganha importância depois da mudança aprovada pela CBF. O limite, que atualmente permite nove estrangeiros em súmula por partida, cairá para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e chegará a cinco em 2030.
Calleri e Arboleda podem abrir duas vagas
A situação de Calleri e Arboleda é diferente daquela de jogadores que simplesmente possuem outra nacionalidade. Para não serem contabilizados como estrangeiros, os atletas precisam se enquadrar nos critérios previstos para a cidadania brasileira.
No caso dos dois jogadores do São Paulo, o tempo de residência no Brasil permite que eles possam buscar a naturalização, desde que cumpram os demais requisitos do processo. A naturalização ordinária, por exemplo, exige quatro anos de residência ininterrupta, além de outros critérios.
Assim, caso os processos sejam concluídos, Calleri e Arboleda poderiam continuar no elenco sem ocupar duas das vagas destinadas a estrangeiros.
Arboleda já chegou a iniciar processo
Arboleda, inclusive, já teve uma movimentação nesse sentido anteriormente. O São Paulo trabalhou para que o equatoriano obtivesse a cidadania brasileira justamente com o objetivo de liberar uma vaga de estrangeiro.
A apuração atual indica que o zagueiro chegou a iniciar o processo novamente no começo deste ano, mas não deu continuidade naquele momento.
Pessoas que conversam com Arboleda defendem a possibilidade de ele avançar com a documentação, principalmente diante da mudança na regra dos estrangeiros.
Mudança para nove vagas reduziu urgência
A questão perdeu um pouco de urgência quando o limite de estrangeiros passou a ser de nove jogadores por partida.
Com a margem atual, o São Paulo não enfrenta uma pressão imediata para retirar atletas da lista. Por isso, o próprio clube não acelerou o processo de Arboleda naquele momento.
A redução gradual aprovada agora, porém, muda novamente o cenário para os próximos anos e faz com que a possibilidade volte a ser considerada de maneira mais concreta.
Calleri também não descarta
No caso de Calleri, a possibilidade também foi consultada com pessoas próximas ao atacante.
O entorno do argentino se mostra aberto à ideia de buscar a cidadania brasileira, embora isso não seja tratado como uma prioridade neste momento.
A avaliação é de que o processo poderia ser iniciado mais adiante, inclusive no começo de 2027, caso haja interesse do jogador e necessidade do São Paulo.
São Paulo tem poucos estrangeiros
O cenário atual do elenco também ajuda a explicar por que a questão ainda não virou uma emergência no MorumBIS.
O São Paulo possui atualmente cinco estrangeiros no elenco principal que entram na contagem: Domingos Duarte, Aurélio Buta, Arboleda, Bobadilla e Calleri. Carlos Coronel, por ter dupla nacionalidade brasileira e paraguaia, não ocupa uma dessas vagas.
Além disso, Enzo Díaz e Cédric Soares estão fora dos planos e treinam separadamente, enquanto Alan Franco e Gonzalo Tapia estão emprestados.
Nova regra começa em 2027
A mudança aprovada pelos clubes e pela CBF será gradual. Em 2027, serão permitidos oito estrangeiros por partida.
O limite cairá para sete em 2028, seis em 2029 e chegará a cinco em 2030. A CBF informou que a medida também está relacionada à ampliação do espaço para jogadores mais jovens formados no futebol brasileiro.
Por isso, clubes que possuem elencos mais carregados de estrangeiros já começaram a estudar alternativas para se adaptar à nova realidade.
Kannemann é um exemplo recente
Um dos casos mais recentes é o de Walter Kannemann, do Grêmio. O zagueiro argentino concluiu o processo de naturalização brasileira em março deste ano e deixou de ocupar uma vaga de estrangeiro no elenco.
O caso mostra, na prática, como a obtenção da cidadania brasileira pode modificar a composição dos elencos sem que o jogador precise deixar o clube.
Outros atletas também aparecem nessa situação no futebol brasileiro, incluindo Jorginho, Maurício, Matheus Reis, Carlos Coronel, Rafael Tolói, Eliasson e João Costa, que não entram na contagem por diferentes situações de nacionalidade ou origem brasileira.
Arboleda não é contrário à ideia
No caso de Arboleda, a possibilidade não encontra resistência por parte do jogador.
O equatoriano já havia sido envolvido anteriormente em conversas para obter a cidadania brasileira e, segundo a apuração, não é contrário a retomar o processo.
A questão é principalmente de momento e conveniência. Como o São Paulo ainda possui margem dentro da regra atual, não existe uma necessidade imediata de concluir a mudança.
Calleri pode seguir o mesmo caminho
Calleri também pode seguir caminho semelhante.
O argentino está no futebol brasileiro há vários anos e já reúne o tempo de residência necessário para solicitar a naturalização, desde que cumpra os demais requisitos legais.
Se o processo for iniciado e concluído, o São Paulo passaria a ter mais uma vaga disponível para contratar ou relacionar um estrangeiro, sem precisar alterar a situação do atacante dentro do elenco.
Dois nomes importantes fora da contagem
O ponto mais importante para o São Paulo é que a eventual dupla cidadania de Calleri e Arboleda não representaria apenas uma mudança documental.
Na prática, os dois poderiam continuar defendendo o clube e, ao mesmo tempo, deixar de ocupar vagas na lista de estrangeiros.
Com a redução gradual até 2030, isso daria ao São Paulo maior margem para trabalhar o mercado internacional sem comprometer duas das vagas disponíveis.
São Paulo monitora cenário para 2027
A tendência, neste momento, é que Calleri e Arboleda não iniciem imediatamente um processo apenas por causa da nova regra. Existe abertura para que isso aconteça, mas a decisão dependerá dos próprios jogadores e também do planejamento do clube.
O cenário poderá ser reavaliado no início de 2027, quando a redução para oito estrangeiros por partida entrar em vigor.
Para o São Paulo, a possibilidade é considerada uma alternativa de planejamento de elenco, principalmente pensando na sequência da redução até 2030.