Sem tempo para treinar, Diniz lista problemas a corrigir em plena estreia do Corinthians na Libertadores
Além de situações táticas pontuais preocupantes, novo comandante do Corinthians precisa resolver algo que depende de uma virada de chave do elenco Fernando ...
Além de situações táticas pontuais preocupantes, novo comandante do Corinthians precisa resolver algo que depende de uma virada de chave do elenco
Fernando Diniz mal teve tempo de apresentar o próprio cartão de visitas: foram dois treinos. É o que antecede sua estreia no comando do Corinthians, nesta quinta, às 21h, contra o Platense, em La Plata. Ainda assim, no futebol brasileiro, onde urgência costuma atropelar lógica, já se espera ver em campo a marca do técnico.
Entretanto, a estreia na Copa Libertadores, antes de qualquer traço autoral de Fernando Diniz, há um problema mais urgente. O Corinthians parou de funcionar. Foram nove jogos sem vencer, uma sequência que custou o cargo de Dorival Júnior e expôs um time sem rumo.
No entanto, neste contexto, o treinador, que praticamente não conseguiu um treinamento mais robusto, vai utilizar a partida na Argentina para corrigir sérios problemas, o maior deles, no poder de fogo Alvinegro, traduzindo: a força ofensiva do Coringão.
Ataque no centro dos problemas e defesa preocupante
A aposta em Diniz nasce menos de convicção estética e mais de necessidade prática: fazer o time atacar melhor. Desta forma, deve fazer mudanças na escalação, porém, mesmo assim, o jogo não deixa de ser um grande laboratório de testes e de análises visando mudanças táticas. A informação é do portal Bol.
Os números do Campeonato Brasileiro não permitem maquiagem: oito gols em dez rodadas, o pior desempenho ofensivo da competição, estatísticas que dispensam interpretação. Na série que empurrou o time para a crise, o Corinthians fez o mínimo do mínimo: cinco gols. É pouco, e no futebol, o pouco costuma cobrar caro.
Melhorar o ataque deixou de ser escolha e virou imposição. O problema é que não se trata apenas de finalizar mal. O defeito vem de antes, da origem da jogada. O time cria pouco tanto com Rodrigo Garro ou com Breno Bidon, a engrenagem da armação emperra. E é aí que Diniz terá que agir e procurar as correções logo em seu primeiro jogo.
Se o ataque não resolve, a defesa também não ajuda. A equipe passou a oferecer ao adversário o que não tem para si: facilidades. Os erros recentes escancaram um sistema vulnerável, mais reativo do que seguro.
Fator emocional da equipe é desafio para Diniz
Apresentação de Diniz no Timão – Foto: Agência Corinthians – Rodrigo CocaAlém disso o time parece incapaz de responder ao imprevisto. Sofre o golpe e aceita. Em casa ou fora, pouco muda. Outro desafio a Diniz que terá que trabalhar não apenas ideias táticas, mas o impacto emocional, aguçando o poder de reação do Todo Poderoso Timão.