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Vasco preserva Coutinho, empata sem gols e estratégia de Diniz vira pauta em São Januário

Meia foi poupado por controle físico, e atuação sem criatividade gerou cobrança da torcida O Vasco da Gama iniciou a semana com decisões estratégicas imp...

Vasco preserva Coutinho, empata sem gols e estratégia de Diniz vira pauta em São Januário
Vasco preserva Coutinho, empata sem gols e estratégia de Diniz vira pauta em São Januário (Foto: Reprodução)

Meia foi poupado por controle físico, e atuação sem criatividade gerou cobrança da torcida

O Vasco da Gama iniciou a semana com decisões estratégicas importantes. Diante do Madureira, em São Januário, o técnico Fernando Diniz optou por poupar Philippe Coutinho, seguindo um planejamento físico traçado para o início da temporada.

A ideia do clube é clara: controlar a carga de jogos do meia para tê-lo disponível nos momentos mais decisivos. Por isso, Coutinho sequer foi relacionado para a partida da quinta rodada da Taça Guanabara.

Sem o principal articulador, o Vasco teve dificuldades evidentes na criação. O empate sem gols contra o Madureira expôs limitações ofensivas e gerou insatisfação nas arquibancadas.

Mesmo atuando em casa, o time não conseguiu transformar posse de bola em chances claras. A ausência de Coutinho foi sentida principalmente na falta de ritmo e imaginação no terço final do campo.

Planejamento físico explica ausência de Coutinho

Internamente, a comissão técnica trata a decisão como preventiva. Coutinho ainda passa por um processo de retomada plena, e o entendimento é que forçar sequência logo no início do ano poderia gerar riscos desnecessários.

Diniz avalia que o meia rende melhor quando atua em dias específicos, com recuperação adequada e sem sobrecarga. A preservação faz parte de um plano maior, que mira o Campeonato Brasileiro como prioridade.

RJ – RIO DE JANEIRO – 15/01/2026 – CARIOCA 2026, VASCO X MARICA – Coutinho jogador do Vasco durante partida contra o Marica no estadio Sao Januario pelo campeonato Carioca 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Contra o Madureira, o treinador escalou um time misto e promoveu as estreias de Brenner e Marino Hinestroza, ainda de forma cautelosa. Ambos começaram no banco e tiveram participação discreta.

A estratégia, porém, não evitou críticas. A torcida demonstrou impaciência com a falta de intensidade e cobrou mais agressividade do time, principalmente após o pênalti desperdiçado por Puma Rodríguez.

Empate aumenta pressão por evolução

O Vasco até criou oportunidades, mas parou em grande atuação do goleiro Neguete. Além do pênalti defendido, o Madureira também acertou a trave duas vezes, equilibrando o confronto.

No segundo tempo, o time cruz-maltino tentou ter mais controle do jogo, mas seguiu esbarrando na baixa efetividade ofensiva. As mudanças deram fôlego, mas não mudaram o placar. Com o resultado, o Vasco segue no G-4 do Grupo A, mas sem margem para tropeços. O início irregular reforça a necessidade de ajustes rápidos para evitar pressão precoce na temporada.

A expectativa agora gira em torno do retorno de Coutinho. O clube acredita que, com o meia em melhores condições físicas, o rendimento coletivo tende a subir nas próximas rodadas.